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DECISÃO 2026: Lula pede quebra completa do sigilo do Master e Flávio cobra Fachin por crise no STF; veja o dia dos candidatos à Presidência
Publicado 09/09/2026 • 23:06 | Atualizado há 53 minutos
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Publicado 09/09/2026 • 23:06 | Atualizado há 53 minutos
KEY POINTS
A crise no Supremo Tribunal Federal voltou a ocupar a campanha presidencial nesta quarta-feira (9), em um dia marcado por decisões conflitantes sobre o comando da Polícia Federal e por novas manifestações dos candidatos sobre as investigações do Banco Master.
Pela manhã, Flávio Dino determinou a reintegração do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, afastados na terça-feira (8) por André Mendonça. No fim da tarde, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões de ambos os ministros, manteve Andrei no cargo por enquanto e assumiu a condução de procedimentos ligados à crise.
Fachin também retirou Alexandre de Moraes da condução do inquérito das fake news e marcou para 15 de setembro uma sessão extraordinária do plenário.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou o dia em Brasília e, antes de viajar ao Piauí, defendeu publicamente maior transparência nas investigações relacionadas ao Banco Master.
Em uma publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que a crise no Judiciário exige explicações e criticou o que classificou como vazamentos seletivos capazes de afetar a disputa eleitoral.
“É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master”, afirmou Lula.
À tarde, já em Teresina, Lula cumpriu compromissos institucionais.
À noite, o candidato participou do ato “Brasil pronto para mais”, ao lado do governador e candidato à reeleição Rafael Fonteles (PT) e de aliados locais. No discurso, Lula voltou a defender a soberania do processo eleitoral brasileiro e criticou uma eventual interferência dos Estados Unidos nas eleições.
Flávio Bolsonaro concentrou a agenda em Juiz de Fora, em Minas Gerais, onde participou de motocarreata e de um comício no centro da cidade.
O ato passou pelo local onde Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante a campanha presidencial de 2018. Flávio afirmou que pretendia concluir simbolicamente o trajeto interrompido pelo pai naquele episódio.
Durante a passagem pela cidade, o candidato criticou a decisão tomada pela manhã por Flávio Dino de reintegrar Andrei Rodrigues e Leandro Almada à cúpula da Polícia Federal.
“Eu quero ganhar as eleições nas urnas, no voto, e o Lula quer ganhar no tapetão”, afirmou Flávio, ao acusar Dino de interferir em um processo no qual, segundo ele, não teria competência para atuar.
Antes da decisão de Fachin, Flávio também havia cobrado que o presidente do STF interviesse no impasse.
Ronaldo Caiado cumpriu agenda em São Paulo. Pela manhã, participou por videoconferência de uma sabatina da Rádio Itatiaia e, depois, se reuniu com representantes da Associação Brasileira de Incorporadoras.
Durante o dia, o candidato protocolou no STF um pedido para que sejam retirados os sigilos de investigações relacionadas ao Banco Master e às fraudes no INSS. Caiado defendeu que as informações sejam conhecidas pelos eleitores antes do primeiro turno.
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Siga o Times | CNBCApós as decisões de Fachin no fim da tarde, Caiado elogiou a retirada do inquérito das fake news da condução de Alexandre de Moraes, mas demonstrou preocupação com a suspensão da decisão de Mendonça sobre a Polícia Federal.
“Esse inquérito foi uma invenção e um conflito de interesses que apequena o Judiciário”, afirmou.
Caiado também anunciou que pretende organizar um debate com Renan Santos na próxima segunda-feira (14), depois do cancelamento do encontro que seria realizado por um grupo de veículos. Romeu Zema e Augusto Cury também foram convidados.
Romeu Zema passou a manhã em Brasília, onde participou ao lado do candidato a vice, Eduardo Girão, do lançamento de uma carta direcionada ao eleitorado cristão.
Zema também criticou a decisão de Dino que havia reconduzido Andrei Rodrigues ao comando da PF. O afastamento determinado no dia anterior por André Mendonça ocorreu após pedido apresentado pelo próprio Novo.
“Mais uma vez nós estamos assistindo os intocáveis em ação”, afirmou Zema, que classificou a decisão de Dino como uma “aberração jurídica”.
Depois das decisões de Fachin, o candidato comemorou a retirada de Moraes da condução do inquérito das fake news e convocou apoiadores para um ato em Brasília em 15 de setembro, data em que o plenário do STF deve analisar a possibilidade de abertura de investigação contra Moraes.
Renan Santos participou à noite de um ato com apoiadores na região central de São Paulo.
Após Fachin anunciar as novas decisões sobre a crise no Supremo, Renan criticou o embate entre integrantes da Corte.
“A decisão do Fachin só coroou um show de horrores que o Brasil está passando”, afirmou o candidato, que atribuiu a crise a disputas internas entre os ministros.
Augusto Cury concentrou a agenda em São Paulo. O candidato participou de entrevistas, visitou a Bienal Internacional do Livro e se reuniu com representantes de cooperativas e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
Ao ser questionado sobre a disputa em torno do comando da Polícia Federal, Cury evitou avaliar diretamente a decisão de Dino e propôs uma mudança na forma de escolha do diretor-geral da corporação.
“Para não haver interferência na Polícia Federal, deveria haver uma lista tríplice de delegados federais”, afirmou. Segundo a proposta, a relação seria escolhida pelos próprios delegados e o presidente da República selecionaria um dos nomes.
Mais tarde, depois das decisões anunciadas por Fachin, Cury disse estar “profundamente chocado” com a crise institucional e defendeu rapidez na apuração dos fatos. O candidato também declarou apoio ao manifesto divulgado pela Fiesp cobrando rigor nas investigações envolvendo integrantes do Supremo.
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