Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Dino dá 90 dias para governo revisar regras da CVM após falhas de fiscalização relacionadas ao Caso Master e a riscos de lavagem de dinheiro
Publicado 20/09/2026 • 11:01 | Atualizado há 38 minutos
CEO da Nvidia, Jensen Huang, surge como principal aliado de Trump no debate sobre segurança da IA
Revisão aponta que Fed conhecia riscos antes da falência do Silicon Valley Bank
Gemini, do Google, escapa do ambiente de testes e invade sistemas de três empresas
Jornalistas da MS NOW, CNN e Politico são impedidos de entrar na Casa Branca após proibição de Trump
Nscale, provedora de nuvem com IA, solicita abertura de capital
Publicado 20/09/2026 • 11:01 | Atualizado há 38 minutos
KEY POINTS
Por que Dino e Fachin bateram boca durante sessão sobre Moraes no STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (20) que o governo federal revise regras centrais da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após documentos apontarem fragilidades na fiscalização do mercado de capitais, inclusive em episódios relacionados ao Banco Master.
A União terá 90 dias para avaliar o atual conjunto de normas e apresentar suas conclusões, as mudanças eventualmente propostas e as respectivas justificativas técnicas. O trabalho será coordenado pelo Ministério da Fazenda.
A decisão foi tomada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.791, apresentada pelo Partido Novo. O processo discute as condições financeiras e operacionais da CVM para fiscalizar o mercado brasileiro.
Dino deixou claro que o STF não deve substituir os órgãos técnicos na elaboração das regras. Segundo o ministro, cabe ao Judiciário, porém, assegurar que as vulnerabilidades identificadas durante o processo sejam efetivamente analisadas pelas autoridades responsáveis.
A determinação concentra-se especialmente em três resoluções da CVM:
A decisão não suspende nem anula essas normas. O governo deverá reavaliá-las e explicar, de maneira fundamentada, se pretende mantê-las ou alterá-las.
A análise também deverá considerar documentos apresentados pela Transparência Internacional – Brasil, as recomendações do Grupo de Trabalho Master e as medidas já previstas no plano emergencial de reestruturação da CVM.
Um dos pontos destacados por Dino envolve uma denúncia enviada à CVM em 2022. De acordo com os documentos citados na decisão, a comunicação antecipava possíveis irregularidades posteriormente identificadas no Banco Master.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO material mencionava ativos com baixa liquidez, possível manipulação de cotações e recompra de créditos. Apesar do nível de detalhamento, a denúncia teria sido arquivada pela área técnica da autarquia sob o argumento de que as informações não pareciam verdadeiras.
O Grupo de Trabalho Master foi criado pela CVM em fevereiro de 2026 para reunir e organizar informações sobre o Banco Master, a Reag e entidades relacionadas, além de identificar falhas internas e acompanhar as providências adotadas.
A decisão também chama atenção para estruturas em que fundos investem em cotas de outros fundos sucessivamente. Para Dino, esse tipo de arquitetura dificulta a identificação do destino final do dinheiro e dos verdadeiros beneficiários das operações.
O ministro afirma que mudanças promovidas a partir de 2021 e 2022 aumentaram a complexidade da fiscalização. Entre os pontos questionados estão a possibilidade de fundos estruturados investirem em outros fundos semelhantes sem um limite máximo e a redução de controles independentes sobre a existência dos créditos que formam as carteiras.
Essas brechas, segundo a decisão, podem dificultar o rastreamento do dinheiro e o funcionamento dos alertas usados para identificar operações suspeitas.
Dino também pede que o governo avalie se as regras atuais de prevenção à lavagem de dinheiro são suficientes para identificar os beneficiários finais de estruturas financeiras complexas.
O ministro afirma que as vulnerabilidades podem facilitar o uso do mercado regulado por organizações criminosas. A decisão menciona crimes como narcotráfico, corrupção, fraude em licitações, desvio de emendas parlamentares, negociação de precatórios ilegais e compra e venda de decisões judiciais.
A revisão deverá envolver, além da CVM e do Ministério da Fazenda, órgãos como Banco Central, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Receita Federal, Controladoria-Geral da União (CGU), Ministério da Justiça e Polícia Federal.
Ao final da decisão, Dino determinou ainda a notificação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Dino manda PF investigar operações do Banco Master com cemitérios de SP, mas proíbe apuração sobre Mendonça
2
Master pagou R$ 40 mi ao escritório de Viviane Barci e R$ 33 mi ao de advogada citada como “canal direto com STF” em 2024, diz PF
3
Alta cúpula do Master tratava advogada como “sócia de Gilmar”
4
Taxistas e motoristas de aplicativo ganham novas regras para acesso a crédito
5
Daniel Vorcaro reservou mansão de luxo para ministro Nunes Marques no Carnaval de 2025