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Dólar avança globalmente com Fed duro e pressiona real após corte do Copom
Publicado 18/06/2026 • 11:52 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 18/06/2026 • 11:52 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Freepik
O dólar avança ante o real na manhã desta quinta-feira, 18, acompanhando a valorização global da moeda americana após a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter os juros entre 3,50% e 3,75% e adotar um tom mais duro contra a inflação, reforçando apostas em uma alta em outubro nos EUA.
Por volta das 10h15 a moeda americana avançava 0,50% frente ao real, a R$ 5,13.
O movimento favorece o avanço dos juros médios e longos no Brasil. Na ponta curta, há viés de baixa após o Copom reduzir a Selic de 14,50% para 14,25% e deixar em aberto a possibilidade de novos cortes, o que ajuda na inclinação da curva. Apesar disso, o BC ressaltou que as expectativas de inflação seguem desancoradas e que os riscos permanecem elevados.
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“Esse cenário favorece os juros americanos, eleva os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, e aumenta a atração de capitais externos para o país. Consequentemente, fortalece o dólar globalmente e gera pressão altista sobre a taxa de câmbio brasileira”, afirma Leonel Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercados da StoneX.
O Dollar Index atingiu 100,8 pontos nesta quinta-feira, o maior nível desde maio do ano passado.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juros de 14,50% para 14,25% ao ano, e a perspectiva de que o ciclo de queda de juros continue, também estão afetando a cotação da moeda americana no mercado brasileiro.
“O corte de juros, a sinalização de continuidade do ciclo e o alongamento do horizonte relevante para a política monetária reduzem as perspectivas para os juros brasileiros e aumentam as expectativas de novos cortes da Selic. Isso diminui a atratividade dos títulos nacionais e gera pressão altista sobre a taxa de câmbio, contribuindo para a desvalorização do real”, ponderou Mattos.
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