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CNI: 39% das indústrias esperam aumento do endividamento bancário nos próximos três meses
Publicado 03/08/2026 • 14:10 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 03/08/2026 • 14:10 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A expectativa de maior necessidade de crédito continua presente entre as empresas industriais brasileiras. Levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (03) mostra que 39% das empresas consultadas acreditam que o endividamento bancário aumentará nos próximos três meses, mesmo após as recentes reduções da taxa básica de juros.
A pesquisa indica que o ambiente de crédito ainda é considerado desafiador, com reflexos sobre o caixa das empresas e a rentabilidade dos negócios.
Segundo o levantamento, 53% das indústrias afirmam que precisarão ampliar a contratação de crédito para financiar despesas correntes, como pagamento de fornecedores, salários, tributos e demais custos operacionais. Entre os entrevistados, 38% avaliam que esses financiamentos serão contratados com taxas de juros mais elevadas.
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O estudo também analisou a necessidade de antecipar recursos relacionados às vendas realizadas a prazo. Nesse caso, 47% das empresas esperam recorrer mais ao crédito para manter o fluxo de caixa, enquanto 42% projetam aumento no custo dessas operações.
O financiamento de estoques aparece como outra preocupação para os empresários. De acordo com a pesquisa, 42% das empresas pretendem ampliar a tomada de crédito para aquisição de insumos, produção ou manutenção de mercadorias estocadas. Apenas 13% esperam reduzir esse tipo de financiamento.
Além disso, 42% dos participantes acreditam que os juros cobrados nessas operações também devem subir nos próximos meses.
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Siga o Times | CNBCPara a CNI, embora a taxa Selic tenha registrado cortes ao longo de 2026, o nível dos juros ainda é considerado elevado, o que limita a redução do custo do crédito no curto prazo e mantém as condições financeiras restritivas para as empresas.
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O cenário também afeta as perspectivas de lucro da indústria. Conforme a pesquisa, 58% dos empresários esperam redução da margem líquida nos próximos três meses.
Diante desse quadro, 37% das empresas afirmam que pretendem reajustar os preços de venda no período, enquanto 51% planejam manter os valores atuais.
A Consulta Empresarial da CNI ouviu 191 empresas industriais entre os dias 13 e 24 de julho de 2026. Os participantes representam 30 setores da indústria e estão distribuídos por 20 unidades da federação.
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