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CNBCCom guerra no Irã, startups de defesa europeias aumentam contratos e reforçam presença no Oriente Médio

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Dólar derrete com aumento de apetite de risco após Irã considerar negociações pela primeira vez

Publicado 31/03/2026 • 18:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Sinais do Irã sobre disposição para encerrar o conflito reduziram a aversão ao risco e pressionaram ativos de proteção, como o dólar.
  • O enfraquecimento da moeda também foi influenciado por notícias de que Donald Trump estaria aberto a encerrar a guerra mesmo com o Estreito de Ormuz fechado
  • A queda do DXY, o fluxo estrangeiro para o Brasil e o diferencial de juros elevado favoreceram moedas emergentes e ajudaram a fortalecer o real
dólar

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Notas de dólar

O dólar perdeu valor diante do real nesta terça-feira, 31, e teve queda de 1,31%, aos R$ 5,17, e acompanhou o aumento do apetite de risco por parte do mercado global. O alívio do sentimento de aversão é reflexo da primeira sinalização do Irã de que há disposição interna para encerrar a guerra.

Durante a tarde, o presidente do país, Masoud Pezeshkian, afirmou que não busca a guerra, mas está preparado para encerrá-la com garantias contra novos ataques. As novas especulações e declarações indicam a possibilidade de um encerramento das hostilidades em breve, seja por meio de um acordo ou pela aceitação, por parte dos Estados Unidos, de que seus objetivos foram alcançados, explica Felipe Sant’Anna, analista da Axia Investing.

“Essa redução da pressão no mercado global diminui a necessidade de investidores buscarem ativos considerados de proteção, como ouro e moedas fortes, a exemplo do dólar”, afirma.

O derretimento da moeda americana já havia se iniciado no começo da sessão com uma reportagem publicada pelo Wall Street Journal revelar que o presidente americano, Donald Trump, estaria disposto a acabar com a guerra mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça fechado de modo a evitar um prolongamento do conflito e arriscar, ainda mais, a cadeia de suprimento.

“O noticiário de hoje trouxe avanços mais tangíveis na direção de um possível encerramento do conflito, reduzindo o prêmio de risco geopolítico e pressionando o DXY, ao mesmo tempo em que sustentou a alta das bolsas globais e a queda dos yields dos Treasuries”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Na mínima do dia, a divisa dos EUA bateu R$ 5,17. Na máxima, marcou R$ 5,23. No mês de março, a alta acumulada foi de 0,87%. No primeiro trimestre, entretanto, a moeda desvalorizou 5,65%.

Já o DXY, índice que mede o desempenho da moeda americana diante de uma cesta de moedas fortes, perdia 0,66% até o fechamento, e operava abaixo dos 100 pontos. Segundo Sahini, o ambiente favoreceu moedas emergentes e direcionou fluxo para o Brasil, tanto via Bolsa, quanto via renda fixa, em um cenário ainda marcado pelo diferencial de juros elevado.

“Adicionalmente, a conjuntura brasileira contribui para esse cenário. Como importante exportador de commodities, o Brasil se beneficia de um fluxo de entrada de dólares, o que exerce pressão para a queda da cotação em relação ao real. Em resumo, há uma convergência de fatores. A euforia nos mercados, com os futuros americanos subindo 3%, alivia a pressão sobre o dólar, descomprime o câmbio e, somada ao fluxo estrangeiro positivo na bolsa brasileira, resulta em um dólar mais barato, retornando a patamares próximos de 5,20, ao menos por enquanto”, resume Sant’Anna

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