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Abastecimento de petróleo do Brasil não foi impactado por guerra no Irã, diz Abiquim
Publicado 31/03/2026 • 17:29 | Atualizado há 7 meses
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KEY POINTS
Foto: Freepik
O impasse no conflito no Oriente Médio reacendeu temores sobre o abastecimento global de petróleo, mas o impacto no Brasil, por ora, é limitado. Segundo um relatório da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) divulgado nesta terça-feira, 31, não há evidências de risco imediato de desabastecimento já que o cenário é mais de sobra do que de escassez.
Segundo os dados do documento, a indústria química enfrenta ociosidade elevada, de cerca de 41% em 2025 , o que garante margem para absorver eventuais choques externos. Isso porque o que leva às previsões alarmistas sobre falta da commodity são os preços pontuais e as projeções imediatistas, explica o relatório. O mercado, entretanto, se baseia em contratos de médio prazo, menos expostos à volatilidade do mercado spot.
Essa dinâmica estrutural reduz a transmissão imediata de oscilações e garante previsibilidade ao suprimento. Porém, se o estoque segue estável, o preço ainda está sujeito às variações do mercado internacional.
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Siga o Times | CNBC“É fundamental compreender que a concentração industrial observada no Brasil não é uma distorção, mas uma característica global do setor. Por ser uma atividade intensiva em capital, a produção petroquímica exige escala mundial e plantas integradas para garantir eficiência e soberania produtiva para as demais cadeias de valor”, explica o relatório.
A folga se dá porque, historicamente, o Brasil importa entre 25% e 30% dos derivados de petróleo que consome, que é um padrão de equilíbrio comum em mercados globais. Desde 2024, entretanto, esse porcentual saltou para cerca de 46% em razão da entrada de parceiros como os EUA, China e Egito, que não sofrem impactos logísticos ou operacionais diretos.
“O setor produtivo mundial está sofrendo as pressões de aumento de custos decorrentes da elevação do preço do petróleo, assim sendo não se espera que essa situação tenha impactos em padrões de competitividade. Além disso, o conflito ainda não completou um mês e os dados disponíveis não permitem ainda identificar a extensão, em termos de abrangência e duração, de eventuais pressões sobre preços”, conclui o relatório.
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