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Durigan diz que reciprocidade com os EUA “só vai ajudar” nas negociações sobre tarifaço
Publicado 20/08/2026 • 11:15 | Atualizado há 60 minutos
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Publicado 20/08/2026 • 11:15 | Atualizado há 60 minutos
KEY POINTS
Foto: Agência Brasil
Mesmo com alertas do setor produtivo sobre os riscos de iniciar o processo de aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta ao tarifaço, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, avalia que a medida “só vai ajudar” nas negociações com o governo americano.
No início desta semana, Durigan esteve em São Paulo para conversar com empresários afetados pelas tarifas. Após as reuniões, afirmou que já “há uma compreensão bastante ampla” entre os representantes do setor sobre a aplicação da lei.
“Ninguém, por exemplo, me trouxe uma preocupação de que pode atrapalhar a negociação. Até porque a disposição é completa do nosso lado. É toda oportunidade que nós temos, nós temos feito esse gesto de de falar. O próprio presidente Lula disse que falaria com o presidente Trump. Nós estamos sempre muito prontos”, afirmou a jornalistas, em frente ao Ministério da Fazenda, nesta quarta-feira (19).
Leia também: Durigan defende ajuste fiscal em ano eleitoral e mira resultados positivos nas contas públicas
Entre as medidas citadas pelo ministro estão a segunda fase do programa Brasil Soberano e a extensão do drawback, mecanismo que permite a suspensão ou isenção de tributos sobre insumos usados na produção de bens destinados à exportação. Durigan, porém, reconheceu que em alguns casos, o governo “não consiga ajudar dentro das ferramentas tem”.
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Siga o Times | CNBCEntre representantes da indústria exportadora, prevalece a avaliação de que a reciprocidade dificilmente terá força para pressionar o governo americano no curto prazo. A estimativa é que o processo leve pelo menos três meses para avançar a ponto de gerar efeitos concretos, um intervalo considerado pouco compatível com a urgência das tratativas com a administração de Donald Trump.
Para empresários do setor, a iniciativa também tem uma dimensão política. A leitura é que a medida reforça a defesa da soberania nacional adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente em um ano eleitoral, mas não necessariamente oferece uma resposta imediata às empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
A aplicação de eventuais contramedidas ainda depende do cumprimento de uma série de etapas. O governo precisa concluir a análise técnica, abrir consulta pública e, posteriormente, tomar as decisões necessárias para definir as medidas. Na avaliação de entidades empresariais, esse rito deve consumir ao menos três meses.
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