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Bitcoin dispara após Trump cobrar Congresso por regras para criptomoedas
Publicado 20/08/2026 • 12:00 | Atualizado há 60 minutos
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Publicado 20/08/2026 • 12:00 | Atualizado há 60 minutos
KEY POINTS
Foto: unsplash
Bitcoin dispara após Trump cobrar Congresso por regras para criptomoedas
O mercado de criptomoedas ganhou força com o Bitcoin retomando a faixa de US$ 71 mil (cerca de R$ 368 mil) após semanas de pouca volatilidade. O movimento ocorreu depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou do Congresso a aprovação da Lei de Clareza sobre Criptomoedas.
A reação também alcançou outros ativos digitais. O Bitcoin chegou a subir cerca de 5,2%, sendo negociado próximo de US$ 71.880 (R$ 372 mil), enquanto o Ether avançou mais de 9%, para aproximadamente US$ 2.288,91 (R$ 11.870).
Apesar da recuperação, o Bitcoin continua distante das máximas recentes. O ativo atingiu US$ 94.820 (R$ 491 mil) em janeiro de 2026, enquanto o recorde histórico permanece em US$ 126.198 (R$ 654 mil), alcançado em outubro do ano passado.
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A alta das criptomoedas também ocorreu em meio a mudanças no mercado de títulos americanos. O Tesouro dos Estados Unidos anunciou uma ampliação nas recompras de papéis com vencimentos de 20 e 30 anos. Com isso, os rendimentos desses títulos caíram de forma significativa.
Esse movimento pode favorecer ativos considerados mais arriscados, como o Bitcoin. Segundo Charlie Hayward, diretor regional da RootstockCollective para a Ásia-Pacífico, a redução dos rendimentos ajudou a aumentar a atratividade da criptomoeda.
Além disso, o ETF iShares Bitcoin Trust (IBIT) registrou volume de negociações superior a 4,5 vezes a média dos últimos 30 dias, mesmo antes das declarações relacionadas à Hyperliquid.
A pressão do presidente americano pelo avanço da Lei de Clareza aumentou as expectativas do mercado sobre o futuro regulatório das criptomoedas nos Estados Unidos. Trump também sinalizou a possibilidade de regulamentar a Hyperliquid, exchange descentralizada que ganhou espaço entre traders pela negociação de contratos conhecidos como “futuros perpétuos”.
A sinalização teve reflexo sobre o token da plataforma. De acordo com dados da CoinGecko, o ativo acumulou valorização de aproximadamente 25% nas últimas 24 horas. Assim, fatores políticos passaram a se somar às condições financeiras que já favoreciam uma recuperação dos ativos digitais.
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Siga o Times | CNBCO avanço não ficou restrito ao Bitcoin. O Ether chegou a registrar alta superior a 9% e alcançou cerca de US$ 2.288,91 (aproximadamente R$ 11.856,55). Em outra referência da CoinGecko, o ativo aparecia cotado a US$ 2.251 (R$ 11.660), com valorização de aproximadamente 19% nos últimos sete dias.
O desempenho levou a criptomoeda a atingir seu maior nível em três meses. Ao mesmo tempo, a forte movimentação provocou perdas entre investidores que apostavam na queda do mercado. Thomas Lee, cofundador e chefe de pesquisa da Fundstrat, afirmou que as oscilações recentes provocaram a segunda maior liquidação de posições vendidas da história.
A disparada acontece depois de aproximadamente seis semanas de negociações em uma faixa estreita. Nesse período, o Bitcoin ficou entre um suporte próximo de US$ 62 mil (R$ 321.160,00) e uma resistência em torno de US$ 66 mil (R$ 321.160,00).
Para David Morrison, analista sênior de mercado da Trade Nation, o comportamento vinha frustrando traders. Segundo ele, o mercado apresentava pouca volatilidade mesmo após o Bitcoin ter recuado significativamente em relação ao recorde de outubro.
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Agora, a situação mudou. O índice BVIV, da Volmex Labs, que mede a volatilidade do Bitcoin, passou de 40 depois de atingir 35,5 na sexta-feira.
Para Max Stuedlein, chefe de parcerias da Sygnum APAC, a alta do Bitcoin reúne fatores macroeconômicos e políticos. Geoffrey Kendrick, chefe global de pesquisa de ativos digitais do Standard Chartered, também avaliou que as medidas do Tesouro criaram um ambiente favorável à criptomoeda.
Kendrick afirmou ainda que os investidores devem se preparar para uma possível valorização do Bitcoin para US$ 100 mil (R$ 518.000,00) até o fim de 2026.
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