Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
“É um excelente avanço”, diz analista geopolítico sobre retomada de negociações Brasil-EUA
Publicado 31/08/2026 • 16:56 | Atualizado há 54 minutos
Trump se reúne com refinarias de petróleo dos EUA enquanto pressiona por queda nos preços da gasolina
EUA e Irã retomam confronto direto; Trump ameaça polo estratégico do petróleo iraniano
Rússia prepara ‘ataques massivos’ contra instalações de energia da Ucrânia após ataque mais letal do ano
Xi Jinping amplia influência diplomática com várias visitas de Estado antes de encontro com Trump
Em meio à pressão de Trump no Ártico, Islândia rejeita retomada de negociações com a UE
Publicado 31/08/2026 • 16:56 | Atualizado há 54 minutos
KEY POINTS
Brasil e Estados Unidos encerraram uma nova rodada de negociações sobre as tarifas aplicadas a produtos brasileiros sem anunciar acordo, mas decidiram manter o diálogo nas próximas semanas. Para o analista geopolítico e econômico Beny Fard, a retomada das conversas é positiva, mas avanços mais relevantes devem depender da inclusão de temas considerados estratégicos por Washington, entre eles minerais críticos.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Fard afirmou que a continuidade das reuniões evita uma interrupção das tratativas e abre espaço para uma negociação mais ampla entre os dois países.
“É um excelente avanço. É exatamente o que a gente aguarda ansiosamente, que o Brasil dê um passo […] de tomar uma iniciativa para que se reabram as negociações”, afirmou.
Segundo ele, o pano de fundo continua marcado por disputas comerciais, interesses geopolíticos e pelo calendário eleitoral dos dois países.
Leia também: Tarifaço: Brasil anuncia retomada de negociação das sobretaxas de Trump
Fard avaliou que minerais críticos e terras raras podem se tornar um dos pontos mais relevantes da agenda bilateral.
“Terras raras, minerais críticos, é um tema relevantíssimo para os Estados Unidos. Os Estados Unidos precisam negociar isso do ponto de vista estratégico com o Brasil”, disse.
Na avaliação do analista, o interesse americano aumenta diante das dificuldades geopolíticas relacionadas ao acesso a minerais chineses.
Fard afirmou que o Brasil possui ativos capazes de aumentar seu poder de barganha, mas ressaltou que Washington tende a priorizar temas diretamente ligados à sua estratégia econômica e de segurança.
“Caso nós não toquemos nos itens que eles querem, o resto chega a perder a relevância”, afirmou.
Questionado sobre a confiança em um eventual acordo após a imposição unilateral das tarifas pelos Estados Unidos, Fard disse acreditar que ainda existe espaço para negociações com segurança jurídica.
Segundo ele, porém, a relação comercial é assimétrica e exige estratégia por parte do Brasil.
“Os Estados Unidos são muito relevantes para nós em termos de exportações. Eles são nosso segundo maior parceiro comercial”, afirmou.
Fard citou aproximadamente US$ 54 bilhões em exportações brasileiras ao mercado americano e disse que o peso do Brasil no comércio exterior dos Estados Unidos é proporcionalmente menor. Os números foram apresentados pelo analista durante a entrevista.
Para ele, essa diferença reforça a necessidade de preservar mercados enquanto empresas brasileiras buscam novos destinos.
“A gente precisa de tempo, mas, ao mesmo tempo, precisa colocar na mesa itens que são estratégicos para os Estados Unidos”, disse.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCEntre os segmentos que podem sentir maior impacto das negociações, Fard destacou a indústria de bens de capital.
Segundo ele, o setor enfrenta historicamente desafios de competitividade, adequação a normas técnicas e inserção internacional.
“É uma indústria altamente agregadora de valor e historicamente sofre com o contexto Brasil e com o contexto global”, afirmou.
Fard avalia que uma eventual flexibilização da entrada de produtos americanos no mercado brasileiro pode atingir esse segmento.
“Não aparenta ser uma abertura total, mas sim uma barganha”, disse.
Ao mesmo tempo, o analista vê possibilidade de outros setores brasileiros conseguirem condições melhores de acesso aos Estados Unidos caso a lista de produtos beneficiados por exceções tarifárias seja ampliada.
Fard citou os biocombustíveis como uma possível área de negociação entre os dois países.
“Os Estados Unidos têm interesse em exportar etanol para cá, apesar de a gente ser um grande produtor e exportador de etanol, e nós temos interesse de mandar biocombustíveis para lá”, afirmou.
Segundo ele, uma negociação desse tipo poderia produzir efeitos diferentes entre os setores, com maior pressão sobre algumas áreas industriais e benefícios para segmentos exportadores que obtenham redução ou retirada de tarifas.
Leia também: Tarifaço: Brasil e EUA retomam na tarde desta 2ª feira nova fase de negociações comerciais com governo Trump
Para Fard, as tensões comerciais reforçam a necessidade de empresas brasileiras reduzirem a dependência de mercados específicos.
O analista citou a indústria de proteínas como exemplo de setor sujeito a mudanças simultâneas nas condições de acesso a Estados Unidos, Europa, China e Oriente Médio.
“A regra que vale sempre é diversificação. O risco concentrado pode ser danoso”, afirmou.
Segundo ele, essa necessidade se estende tanto à agroindústria quanto aos fabricantes de bens de capital.
“A indústria brasileira precisa, mais do que nunca, nessa reorganização geopolítica, diversificar a sua capacidade de suprimento global e não deixar todos os ovos numa mesma cesta”, disse.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
iPhone 18 Pro: veja tudo o que já foi revelado sobre o novo aparelho
2
Mansur, ex-proprietário da Reag, oferece à PGR informações sobre R$ 20 bilhões atribuídos a Daniel Vorcaro
3
Samsung Galaxy S26 FE é lançado; veja preço e especificações
4
O que é o Bilibili, o “YouTube chinês” que chegou ao Brasil
5
Bilibili, o “YouTube chinês”, chega ao Brasil e mira expansão global