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ApexBrasil destina R$ 210 milhões a empresas afetadas pelo tarifaço
Publicado 11/08/2026 • 17:05 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 11/08/2026 • 17:05 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A ApexBrasil vai investir R$ 210 milhões para apoiar 5,3 mil empresas brasileiras afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, em uma ação extraordinária que será executada ao longo dos próximos 12 meses. A iniciativa pretende ajudar companhias a encontrar compradores em outros países e reduzir os impactos das barreiras comerciais sobre as exportações.
O programa foi apresentado nesta terça-feira (11), no WTC Events Center, em São Paulo, durante o lançamento do Plano de Diversificação de Exportações. O encontro reuniu setores atingidos pelo tarifaço e contou com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.
A estratégia inclui feiras internacionais, missões comerciais, rodadas de negócios e encontros com compradores estrangeiros, além de apoio para despesas necessárias à entrada dos produtos brasileiros em novos mercados, como a obtenção de certificações.
A operação será dividida em duas frentes. Em uma delas, a própria ApexBrasil fará o atendimento individualizado das empresas afetadas, buscando identificar destinos alternativos de acordo com os produtos exportados e as oportunidades comerciais disponíveis.
Leia também: ApexBrasil busca novos mercados para empresas brasileiras após rombo de US$ 2,9 bilhões com tarifaço
As inscrições começam na quarta-feira (12). “A partir de amanhã as empresas brasileiras já podem se inscrever e a ApexBrasil vai atender diretamente, caso a caso”, afirmou Müller.
Outra frente será conduzida em parceria com 29 entidades empresariais e setoriais, que participarão da elaboração e execução de ações específicas para os segmentos prejudicados pelas tarifas.
O encontro em São Paulo reuniu representantes de cadeias como calçados, máquinas e equipamentos, móveis, autopeças, pesca, frutas, arroz, alimentos, têxteis, cosméticos, equipamentos médicos e rochas ornamentais. Entre os problemas apresentados estão perdas de vendas, dificuldades com contratos e obstáculos para redirecionar produtos destinados originalmente aos Estados Unidos.
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Siga o Times | CNBCLeia também: ApexBrasil: superávit na balança comercial reforça capacidade de conquistar novos mercados
Segundo Müller, os efeitos não são uniformes. Empresas que investiram durante anos para conquistar clientes norte-americanos podem enfrentar maior dificuldade para substituir esse mercado, enquanto outras já conseguiram avançar na diversificação. De acordo com o presidente da ApexBrasil, 72% das companhias acompanhadas pela agência no último ano ampliaram seus destinos de exportação.
A agência selecionou 36 mercados prioritários para aproximar empresas brasileiras de novos compradores. Entre os destinos mencionados por Müller estão Canadá, México, Alemanha e Turquia, além de África do Sul, Nigéria, Etiópia, Indonésia, Cingapura, Índia e China.
Dados apresentados pela ApexBrasil indicam uma mudança recente nos fluxos comerciais. As vendas aos Estados Unidos recuaram US$ 2,9 bilhões (R$ 14,99 bilhões), enquanto as destinadas à Argentina diminuíram US$ 2 bilhões (R$ 10,34 bilhões). Em contrapartida, as exportações para a Europa avançaram US$ 3,1 bilhões (R$ 16,03 bilhões).
Na Ásia, as vendas para a Índia cresceram US$ 2,7 bilhões (R$ 13,96 bilhões), enquanto as destinadas à China aumentaram US$ 11,3 bilhões (R$ 58,42 bilhões).
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Müller também destacou que o Brasil registrou superávit comercial de US$ 35 bilhões (R$ 180,95 bilhões) em julho. “É o melhor mês de julho da história do Brasil”, afirmou.
Apesar da busca por destinos alternativos, a ApexBrasil pretende manter sua atuação nos Estados Unidos. O escritório da agência em Washington continuará trabalhando na promoção de setores que não foram atingidos pelas tarifas e nas iniciativas para ampliar o número de produtos brasileiros beneficiados por isenções.
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