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Brazil Week: país tem “oportunidade gigantesca” na desglobalização, diz William Landers
Publicado 13/05/2026 • 14:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 13/05/2026 • 14:00 | Atualizado há 5 meses
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O Brasil tem diante de si uma janela rara para recuperar participação na economia global. Essa é a avaliação de William Landers, presidente da Câmara de Comércio Brasil–Estados Unidos, que participou nesta semana da Brasil Week, evento que reúne investidores, executivos e autoridades dos dois países em Nova York.
Segundo Landers, durante o auge da globalização, o Brasil perdeu espaço relativo no PIB mundial enquanto China e outros países asiáticos avançavam. Agora, com a fragmentação das cadeias globais de suprimento e a pressão por maior diversificação geográfica, o cenário seria favorável ao país.
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“Nesse processo de desglobalização, o Brasil tem uma oportunidade gigantesca, dado o seu tamanho, dado a sua escala, dado as suas riquezas naturais, de ganhar de volta parte desse PIB mundial”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O executivo, porém, destacou condições para que isso se concretize. Segundo ele, o país precisará manter o avanço das reformas fiscais, ampliar a abertura econômica e garantir previsibilidade para o investidor.
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Siga o Times | CNBC“Ter a transparência, ter a credibilidade para fazer negócios e saber que o negócio que está sendo feito vai funcionar daqui cinco anos, daqui 10 anos”, disse. Sem isso, segundo ele, os investimentos de longo prazo não acontecem.
Um dos trunfos brasileiros nesse cenário, segundo Landers, são os minerais estratégicos. O executivo destacou que o interesse global pelo setor cresceu expressivamente nos últimos anos.
Para ele, esse ativo dá ao país poder de barganha nas negociações com Washington, especialmente em um momento em que os Estados Unidos buscam reduzir dependência de fornecedores asiáticos. “O fato que o Brasil tem essa fortaleza, especialmente na área de minérios raros, nos dá um espaço importante para negociar um deal melhor com o governo americano.”
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Para Landers, no entanto, o Brasil não deveria se limitar à exportação de matéria-prima. “A gente tem que criar oportunidade não só para essas companhias estrangeiras virem investir no Brasil, mas também para as companhias brasileiras participarem desse investimento. E não só ser uma parte de mineração, mas também de transformar e participar da parte industrial do negócio”, concluiu.
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