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CNI: um terço das exportações brasileiras para os Estados Unidos vão sofrer taxação de 37,5% com nova política tarifária

Publicado 15/06/2026 • 09:50 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • As projeções ainda apontam que 3,6% das exportações teriam um aumento de 10% para 12,5%.
  • A medida atinge desde o agronegócio e a indústria extrativista até o setor de base e manufaturados.
  • Presidente da CNI afirma que o caminho mais eficiente é o diálogo, baseado em critérios técnicos e na busca de soluções que preservem uma parceria econômica estratégica
CNI

As novas taxações propostas pelos Estados Unidos podem afetar 31,6% das exportações brasileiras para o país com a tarifa máxima, de 37,5%, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

As projeções ainda apontam que 3,6% das exportações teriam um aumento de 10% para 12,5%, um acréscimo de 2,5 pontos percentuais.

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Caso as recomendações sejam implementadas, 35,2% das exportações brasileiras para os Estados Unidos passarão a estar sujeitas às novas tarifas. Considerando também as medidas setoriais da Seção 232 já em vigor, a parcela das exportações brasileiras submetidas a alguma taxação adicional poderia chegar a 54,1%. As propostas ainda dependem da realização de consulta pública e de audiências antes da decisão final.

“A eventual imposição de novas tarifas não beneficia nenhum dos lados.” Elas aumentariam custos para empresas, reduziriam a competitividade e criariam incertezas para investimentos. “O caminho mais eficiente é o diálogo, baseado em critérios técnicos e na busca de soluções que preservem uma parceria econômica estratégica para ambos os países”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Produtos como o ferro-gusa estão entre os itens que pagariam 37,5% de tarifa adicional em vez de 10%, como atualmente é aplicado com base na Seção 122. O produto respondeu em 2024 por US$ 1,5 bilhão das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos.

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A medida atinge desde o agronegócio e a indústria extrativista até o setor de base e manufaturados, desenhando um novo desafio para a competitividade do país no mercado internacional.

Confira os produtos mais afetados:

Alvo principal: os produtos sob a alíquota máxima de 37,5%

A faixa mais severa de taxação deve pressionar setores estratégicos, elevando substancialmente o custo de exportação de insumos industriais e agrícolas. Os itens afetados são:

  • Ferro-gusa não ligado;
  • Açúcar de cana em forma sólida;
  • Sebo não comestível;
  • Álcool etílico não desnaturado;
  • Molduras de madeira padrão de pinho.

Impacto moderado: a lista sob a tarifa de 12,5%

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A alíquota intermediária incidirá sobre minérios, químicos e derivados de celulose:

  • Minério de ferro e concentrados (pelotas aglomeradas);
  • Lajes de quartzito;
  • Óleos essenciais de frutas cítricas (laranja);
  • Silício;
  • Pasta de madeira química (sulfato ou soda para dissolução).
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