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CNI registra alta no desempenho da pequena indústria pelo segundo trimestre seguido

Publicado 31/07/2026 • 10:07 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Índice de desempenho da pequena indústria sobe 1,5 ponto e chega aos 45,2 pontos, segundo a CNI
  • Carga tributária elevada é o principal problema apontado por 37,3% das indústrias de transformação
  • Empresários completam 20 meses consecutivos de pessimismo mesmo com melhora no desempenho
CNI

Divulgação/CNI

O desempenho das pequenas empresas industriais melhorou no segundo trimestre de 2026, segundo a Confederação Nacional da Indústria. De acordo com o Panorama da Pequena Indústria, divulgado pela CNI nesta sexta-feira (31), o índice que mede a performance das indústrias de pequeno porte subiu 1,5 ponto em relação ao primeiro trimestre e chegou aos 45,2 pontos, patamar que havia sido o menor desde a pandemia de Covid-19.

Com o resultado, o indicador ficou 2,1 pontos acima da média histórica para o trimestre, que é de 43,1 pontos, segundo a CNI.

🔍 Índice de desempenho da pequena indústria é calculado pela CNI a partir de três variáveis, volume de produção, utilização da capacidade instalada e evolução do número de empregados. A escala vai de 0 a 100 pontos, e quanto maior o valor, melhor o desempenho do setor no período.

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Situação financeira das empresas tem evolução sutil

Ainda de acordo com a pesquisa da CNI, o caixa das pequenas indústrias também registrou melhora discreta no trimestre. O índice que mede a situação financeira das empresas de pequeno porte subiu 0,4 ponto, para 39,4 pontos.

Segundo a CNI, o indicador leva em conta a facilidade de acesso ao crédito e a satisfação dos industriais com as finanças e a margem de lucro operacional dos negócios.

Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, afirmou que as pequenas indústrias historicamente têm menos folga financeira e capacidade muito menor de acesso ao crédito do que empresas maiores. Segundo ele, essas dificuldades impactam toda a cadeia produtiva, já que muitas pequenas empresas fornecem insumos e matérias primas para médias e grandes empresas. Assim, quando as indústrias de menor porte encontram dificuldade para honrar seus compromissos ou investir, isso limita a capacidade delas de atender a demanda de seus compradores, afetando a competitividade da indústria como um todo, avaliou o economista.

Tributos e juros seguem como principais entraves

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Segundo a CNI, a recuperação do setor não foi maior porque dificuldades antigas continuam atrapalhando o dia a dia das pequenas empresas industriais, como a elevada carga tributária e os juros altos. A entidade também aponta preocupações crescentes com a falta ou alto custo de matéria prima e de mão de obra, qualificada ou não, além da competição desleal gerada por informalidade e contrabando, e da burocracia excessiva.

Na indústria de transformação, os cinco principais problemas apontados pela CNI no segundo trimestre foram a carga tributária elevada, citada por 37,3% das empresas, a falta ou alto custo de matéria prima, com 34,6%, a taxa de juros elevada, com 27,1%, a falta ou alto custo de trabalhador qualificado, com 24,6%, e a competição desleal, com 24%.

Na construção, os problemas mais citados foram a carga tributária elevada, apontada por 42,9% das empresas, a taxa de juros elevada, com 37,8%, a falta ou alto custo de mão de obra não qualificada, com 31,1%, a falta ou alto custo de trabalhador qualificado, com 26,1%, e a burocracia excessiva, com 20,2%.

CNI aponta 20 meses seguidos de pessimismo

Apesar da melhora no desempenho, a CNI informou que a indústria de pequeno porte completou, em julho, 20 meses consecutivos de pessimismo. O índice que mede a confiança dos empresários dessas empresas registrou 46,2 pontos, 4,5 pontos abaixo da média histórica para o mês, que é de 50,7 pontos.

Diante da falta de confiança, os empresários demonstram cautela ao projetar o futuro dos negócios, segundo a pesquisa. O índice de perspectivas das indústrias de pequeno porte registrou 47,5 pontos, em uma escala que vai até 100.

🔍 Índice de perspectivas leva em conta, segundo a CNI, a intenção de investimento dos empresários nos próximos seis meses, as expectativas para a demanda e o número de empregados nas empresas de pequeno porte.

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