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Consumo das famílias recua em agosto, com queda maior entre os mais ricos e os homens
Publicado 24/08/2025 • 18:16 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 24/08/2025 • 18:16 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Joédson Alves/Agência Brasil
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A intenção de consumo das famílias brasileiras recuou em agosto, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (21) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice geral caiu 0,3% em relação a julho, refletindo perda de fôlego em ambas as faixas de renda analisadas.
Entre as famílias com renda inferior a 10 salários mínimos, houve retração de 0,1% frente a agosto de 2024, devolvendo o ganho do mês anterior, mas ainda mantendo o indicador no campo otimista, com 100,3 pontos (após ajuste sazonal). Já no grupo com renda superior a 10 salários mínimos, a queda foi bem mais intensa, de 2,4%, reforçando a tendência de baixa ao longo de 2025.
Um dos fatores que explicam a diferença é o item Acesso ao Crédito – ICF: enquanto as famílias de menor renda registraram alta anual de 2,1%, as de maior renda tiveram queda de 1,4%. Segundo a CNC, os bancos vêm concentrando esforços em consumidores com até 10 salários mínimos, ampliando a oferta de crédito para compras a prazo.
No mercado de trabalho, a Perspectiva Profissional – ICF mostrou queda uniforme de 0,5% em todos os grupos de renda. Já a Perspectiva de Consumo – ICF seguiu caminhos opostos: alta de 1,7% entre os lares com rendimentos mais baixos e forte recuo de 7,8% entre aqueles com rendimentos mais altos, na comparação com agosto de 2024.
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Siga o Times | CNBCA análise por gênero também revelou movimentos distintos. De forma geral, as mulheres tiveram queda de 0,5% na intenção de consumo, enquanto os homens recuaram 0,7% frente a agosto de 2024. No Acesso ao Crédito – ICF, porém, o público masculino apresentou alta de 1,8%, ligeiramente acima das mulheres (1,2%), indicando que os homens foram menos impactados pela seletividade do mercado de crédito.
Já no indicador Perspectiva Profissional – ICF, ambos os gêneros apontaram melhora, com as mulheres se destacando (+3,4%) em relação aos homens (+2,7%). Esse otimismo refletiu-se diretamente no consumo: enquanto elas registraram alta de 1,4% na Perspectiva de Consumo – ICF, os homens anotaram queda de 1,3%.
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