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Déficit primário estimado para 2025 salta para R$ 97 bilhões com inclusão de precatórios
Publicado 23/05/2025 • 10:08 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 23/05/2025 • 10:08 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Imagem do letreiro do Ministério da Fazenda
Ministério da Fazenda
A estimativa de déficit primário do governo federal para 2025 subiu de R$ 29,5 bilhões para R$ 97 bilhões, segundo o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas enviado na quinta-feira (22) ao Congresso. O aumento se deve, principalmente, à inclusão dos precatórios e à combinação de frustração de receitas com o crescimento de gastos obrigatórios.
O déficit primário, que exclui o pagamento de juros da dívida pública, é impactado pela falta de compensação da desoneração da folha de pagamentos, aumento nas despesas da Previdência e novos gastos com auxílio ao Rio Grande do Sul e com o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Mesmo desconsiderando os precatórios e os gastos fora do novo arcabouço fiscal, o déficit projetado ainda é alto: R$ 51,7 bilhões.
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Para tentar cumprir a meta fiscal que permite um déficit de até R$ 31 bilhões, o governo contingenciou R$ 20,7 bilhões do Orçamento e bloqueou R$ 10,6 bilhões em despesas discricionárias, totalizando R$ 31,3 bilhões em cortes.
Do lado das receitas, a estimativa caiu R$ 41,7 bilhões em relação ao aprovado na LOA de 2025. A retirada de receitas extraordinárias previstas em leis anteriores, como a reoneração via Carf e o programa de transações tributárias, contribuiu para a revisão negativa.
Além disso, o governo reduziu projeções de arrecadação com royalties do petróleo (R$ 9,4 bilhões) e concessões ferroviárias (R$ 8,8 bilhões). Segundo o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, a estratégia agora é ser conservador: “Zeramos praticamente todas as receitas extraordinárias. Tudo o que vier será uma surpresa positiva.”
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