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Dólar cai 1,02% com valorização do real e expectativa de cortes de juros nos EUA
Publicado 26/06/2025 • 18:51 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 26/06/2025 • 18:51 | Atualizado há 9 meses
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Notas de dólar
Pixabay
O dólar caiu 1,02% nesta quinta-feira (26), fechando a R$ 5,4986. Esse movimento foi acompanhado pela valorização do real, que apresentou o melhor desempenho entre as moedas mais líquidas do mundo. A expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve dos Estados Unidos e o resultado positivo do IPCA-15 de junho no Brasil contribuíram para esse cenário.
O Banco Central reforçou seu compromisso com a meta de inflação no Relatório de Política Monetária. Analistas destacam que as expectativas para a eleição presidencial de 2026 também influenciam a valorização do real. A decisão do Congresso de derrubar o aumento do IOF enfraqueceu a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), aumentando as chances de um candidato de direita, favorável a uma política fiscal mais austera.
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O dólar à vista atingiu o menor fechamento desde 17 de junho. A moeda americana acumula uma queda de 0,48% na semana e 3,86% no mês, resultando em uma desvalorização de 11,03% no ano. No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes, caiu ao menor nível em três anos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, está considerando antecipar a nomeação do próximo presidente do Federal Reserve, substituindo Jerome Powell. A economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli, destacou que o enfraquecimento global do dólar e as apostas de cortes de juros nos EUA influenciaram o câmbio. O IPCA-15 de junho, indicando um cenário inflacionário mais controlado, favoreceu o real.
“Isso acaba trazendo uma visão mais positiva para a economia, o que favorece a moeda. A instabilidade política com a derrubada do IOF, que tem um impacto fiscal importante, não abalou o real”, afirmou Quartaroli. O IPCA desacelerou de 0,36% em maio para 0,26% em junho, abaixo das expectativas dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast.
O Relatório de Política Monetária reforçou a mensagem do Comitê de Política Monetária, que elevou a taxa Selic de 14,75% para 15%. A decisão de revogar o aumento do IOF ainda não resultou em aumento dos prêmios de risco cambiais, apesar dos impactos negativos sobre a receita, que levantam dúvidas sobre o cumprimento das metas fiscais.
O economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, acredita que a derrota do governo “torna quase certa a mudança” da meta fiscal de 2026. O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Cerson, declarou que não vê intenção de alterar a meta fiscal de 2026. Ele afirmou que a equipe econômica tem de duas a três semanas para encontrar uma solução para compensar a questão do IOF.
O economista-chefe do Integral Group, Daniel Miraglia, afirma que parte do mercado já começa a operar de olho na eleição presidencial. Ele sugere que a derrubada do IOF indica que uma parte expressiva do Congresso começa a se afastar do governo Lula, cuja popularidade está em baixa, e a se posicionar para apoiar um candidato da oposição.
“Parte do mercado leu essa derrota do governo como um sinal de que Lula não vai vencer a reeleição. Ao mesmo tempo, o Congresso colocou o governo em uma sinuca de bico, recusando a agenda de aumento de impostos e forçando a um contingenciamento maior para cumprir as metas, o que é positivo”, afirmou Miraglia.
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