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Estudo da FGV: pequenas e médias empresas que recebem apoio consultivo têm mais chances de sobreviver no Brasil
Publicado 27/09/2025 • 09:25 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 27/09/2025 • 09:25 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
Unsplash.
Um estudo inédito da Fundação Getulio Vargas (FGV), encomendado pelo Itaú Empresas, mostrou que pequenas e médias empresas que recebem apoio consultivo têm 30% mais chances de permanecer ativas após cinco anos.
A análise, realizada entre 2019 e 2024, apontou que o modelo de atendimento consultivo garante mais fôlego aos empreendedores, ajudando-os a enfrentar períodos de instabilidade e a estruturar planos de crescimento.
Segundo a pesquisa, no primeiro ano de relacionamento com o banco, a chance de sobrevivência já aumenta em 8,6%. Se o modelo fosse aplicado a todas as PMEs do país, a taxa de sobrevivência poderia subir de 40% (média do IBGE) para 55%.
O levantamento também quantificou os efeitos do crédito estruturado concedido às PMEs. Em cinco anos, os empréstimos do Itaú Empresas geraram um impacto agregado de R$ 486 bilhões no PIB, sustentaram mais de 6 milhões de empregos e resultaram em R$ 156 bilhões em arrecadação tributária.
O efeito multiplicador do crédito foi estimado em 1,56 — ou seja, cada R$ 1 emprestado ao segmento gerou R$ 1,56 em PIB, o equivalente a 0,85% da economia brasileira em 2024.
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Siga o Times | CNBCAlém de maior sobrevivência, as empresas clientes registraram em média 25% mais CNAEs, evidenciando maior diversificação de produtos e serviços. A pesquisa também mostrou que essas empresas têm 70% mais chance de se tornarem exportadoras e 50% mais chance de se tornarem importadoras, fatores que contribuem para ganhos de eficiência, acesso a insumos de melhor qualidade e abertura de novos mercados.
Um exemplo citado é o de uma padaria que, após receber atendimento estratégico, ampliou sua atuação e passou a fabricar produtos de panificação em escala industrial.
Para garantir imparcialidade, a FGV utilizou três metodologias de análise — pareamento 1:1 entre empresas clientes e não clientes, diferenças-em-diferenças temporais e matriz de insumo-produto baseada em dados do IBGE. O objetivo foi isolar o impacto direto do relacionamento consultivo no desempenho das PMEs.
Segundo Daniel da Mata, professor da FGV responsável pelo estudo, “há evidências consistentes de que o relacionamento bancário consultivo aumenta a sobrevivência e a sofisticação produtiva das empresas, com reflexos positivos para o país”.
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