Ibovespa B3 tem primeira semana negativa desde fevereiro
Publicado 28/03/2025 • 18:58 | Atualizado há 3 dias
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Publicado 28/03/2025 • 18:58 | Atualizado há 3 dias
KEY POINTS
Ibovespa B3 fecha em baixa
Pixabay.
Após ter fechado o dia anterior aos 133 mil pontos pela primeira vez no ano, e no maior nível desde o começo de outubro, o Ibovespa B3 passou na sexta-feira (28) por uma realização de lucros na ultima sessão da semana, e penúltima do mês, retrocedendo à casa dos 131 mil.
Nesta sexta, o Ibovespa B3 oscilou dos 131.315,07 aos 133.143,44 pontos, na máxima correspondente ao nível de abertura. Ao fim, mostrava perda de 0,94%, aos 131.902,18 pontos, com giro a R$ 18,3 bilhões. Na semana, recuou 0,33%, no que foi o seu primeiro agregado negativo desde o intervalo entre 24 e 28 de fevereiro.
Em março, o Ibovespa B3 avança 7,41%, ainda a caminho de seu melhor desempenho desde novembro de 2023, quando tinha subido 12,54%. No ano, o ganho está em 9,66%.
“O Ibovespa B3 teve um dia de queda mais forte, puxada pelo cenário lá fora, com a proximidade da implementação de tarifas nos Estados Unidos sobre importações de veículos, o que afeta as ações de montadoras europeias, japonesas e também as estabelecidas no Canadá. Já se fala em recessão no Canadá e em grande efeito sobre as exportações da Alemanha, para não falar da inflação nos Estados Unidos mesmo”, diz Felipe Papini, sócio da One Investimentos.
“Trump continua a acender alerta nos mercados globais, no momento em que as economias já se encontram fragilizadas”, acrescenta.
Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que ele e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordaram que as negociações sobre uma nova parceria econômica e de segurança devem começar após a eleição canadense, em 28 de abril.
Depois da ligação “construtiva” com o republicano, o premiê disse que informou que o Canadá irá impor tarifas retaliatórias sobre produtos americanos, em resposta às sobretaxas que serão aplicadas a partir de 2 de abril.
Divulgado pela manhã, o índice PCE, uma da métricas preferidas do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para monitorar os preços ao consumidor nos Estados Unidos, trouxe sinais mistos sobre a economia americana, com a inflação do núcleo surpreendendo para cima e reforçando incertezas sobre a trajetória da política monetária do Fed, observa em nota Dan Siluk, diretor global de curta duração e liquidez da Janus Henderson.
“Os números gerais vieram em linha com as expectativas, enquanto os dados do núcleo mostraram um aumento leve, ficando um décimo acima do previsto tanto na comparação mensal quanto na anual. Essa tendência de que as surpresas continuem é enfatizada pelo fato de esta ser a segunda maior leitura do núcleo do PCE nos últimos 24 meses, evidenciando pressões inflacionárias persistentes”, acrescenta.
Na B3, a correção na última sessão da semana foi bem distribuída pelas ações de primeira linha, como Vale (ON -1,01%, na mínima da sessão no encerramento) e Petrobras (ON -0,99%, PN -0,64%). Entre os grandes bancos, destaque para Itaú (PN -1,37%) e Bradesco (ON -0,60%, PN -1,38%). Na ponta perdedora do índice, Vamos (-9,32%), Pão de Açúcar (-4,90%) e Usiminas (-3,87%). No lado oposto, Cogna (+3,92%), Minerva (+2,31%), Hypera (+1,43%) e Marfrig (+1,29%).
Para Bruna Centeno, economista, sócia e advisor na Blue3 Investimentos, o exterior ditou o rumo da B3 na sessão, com o foco colocado nas tarifas dos Estados Unidos.
“Trump tem dito que a ‘super quarta’, de 2 de abril, será o ‘dia da libertação’, com a imposição de um tarifaço global. Política comercial tem sido mais agressiva do que no início do governo Trump, penalizando em especial os ativos de risco em um cenário de incerteza elevada, com efeito também para os vencimentos na curva de juros”, diz Bruna, acrescentando também a queda da confiança do consumidor nos EUA e o aumento nas expectativas de inflação, divulgadas nesta sexta-feira.
No Brasil, o mercado reagiu com cautela à forte leitura de geração de empregos pelo Caged, divulgada à tarde, que indicou aquecimento do mercado de trabalho – o que pode dificultar um alívio nos juros no curto prazo, ressalta Christian Iarussi, sócio da The Hill Capital.
Segundo ele, a taxa de desemprego divulgada pelo IBGE, em 6,8%, reforça o cenário de atividade aquecida, “pressionando ainda mais a curva de juros futuros e fortalecendo o dólar frente ao real”. A moeda americana fechou o dia em leve alta de 0,15%, a R$ 5,7618.
Também no noticiário doméstico, observa Bruna, da Blue3, destaque para a indicação, pelo governo, do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o conselho fiscal da Eletrobras, o que contribuiu para o desempenho negativo das ações da empresa na sessão (ON -1,49%, PNB -1,31%).
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