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Petroleiras brasileiras desabam com mercado cogitando avanço de Chevron e Exxon na América do Sul
Publicado 05/01/2026 • 17:31 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 05/01/2026 • 17:31 | Atualizado há 2 dias
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Plataforma de petróleo
O preço do petróleo acelerou no mercado global após a invasão dos EUA à Venezuela. Mas o movimento em torno das petroleiras é o que mais tem chamado a atenção, com um impacto negativo para as empresas brasileiras e as americanas em alta.
Perto das 13h35 desta segunda-feira (5), a Petrobras caía 2,74% (PETR4) e 2,82% (PETR3). A Prio (PRIO3) descia 2,16%. A Brava, a mais afetada, desvalorizava 6,18%. PetroReconcavo tinha a perda mais modesta: -0,82%.
Por outro lado, a Chevron, uma das maiores petroleiras americanas, avançava 5,36% na bolsa de Nova York. ConocoPhillips ganhava 3% e a Exxon subia 2,10%. Os contratos futuros para fevereiro de petróleo Brent sobem 1,56%.
Os ganhos das americanas estão relacionados à possibilidade de essas companhias se beneficiarem da exploração da maior reserva de petróleo do mundo, com cerca de 303 bilhões de barris em reserva.
Rodrigo Loureiro, analista de economia da Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC, aponta para uma “aposta de longo prazo” da Chevron, que firmou os dois pés na Venezuela em 2007 e agora pode se beneficiar dos movimentos políticos dos EUA. A Exxon e a ConocoPhillips fizeram movimentos de saída nos anos 2000, mas já possuem know-how para extrair petróleo venezuelano, caso o cenário de abertura das reservas se confirme.
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Em uma de suas manifestações, o presidente dos EUA, Donald Trump, falou em abrir mercado para investimentos bilionários das petroleiras americanas para retirada de petróleo na Venezuela. María Corina Machado, Nobel da Paz de 2025, adversária de Maduro, reafirmou sua vontade de entregar as reservas ao capital estrangeiro.
Já as empresas brasileiras sofrem com a possibilidade de um avanço das petroleiras estrangeiras na América do Sul. A queda das ações no primeiro pregão após a invasão da Venezuela mostra que o mercado enxerga alguma possibilidade de perda de mercado das brasileiras.
Ainda assim, o investidor das empresas brasileiras não deve se preocupar para os médio e longo prazos. Assim entende Pedro Moreira, sócio da One Investimentos.
“A movimentação geopolítica aconteceu na Venezuela e ela impacta pouquíssimo no mercado acionário brasileiro. É muito mais movimentação geopolítica em relação ao petróleo”, diz.
“Se a gente olhar as empresas aqui que são correlacionadas ao petróleo no Brasil estão caindo. Petrobras, Prio, e Brava também, mas não é um movimento que realmente traga preocupação para o mercado”, complementa Moreira.
Em relatório, o Citi Bank falou em “impactos moderados” na América do Sul no curto prazo, mas, a longo prazo, um “impacto positivo” para a região, dada a possibilidade de, segundo o banco, a abertura das reservas deflagrar um desenvolvimento econômico inesperado até então.
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