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Tarifa dos EUA preserva 25% das exportações mineiras e alivia indústria, diz FIEMG
Publicado 25/02/2026 • 14:00 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 25/02/2026 • 14:00 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
A manutenção da tarifa global dos Estados Unidos em 10%, abaixo dos 15% inicialmente anunciados, resguarda cerca de 25% das exportações de Minas Gerais destinadas ao mercado norte-americano, segundo levantamento do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). O estudo considera a média dos últimos cinco anos e aponta redução de impactos sobre produtos estratégicos da pauta mineira, preservando a competitividade da indústria estadual.
A nova alíquota foi oficializada após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que invalidou tarifas amplas impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Com a regulamentação, setores como alimentos, máquinas e equipamentos, dispositivos elétricos e produtos químicos, que estavam sujeitos a sobretaxas de até 50%, passam agora a pagar 10%, reduzindo significativamente a pressão sobre exportadores.
Produtos estratégicos e impacto bilionário
O recuo em relação aos 15% inicialmente sinalizados também evitou aumento automático para produtos brasileiros que já estavam submetidos à alíquota de 10%. Caso a tarifa-base fosse elevada, haveria impacto direto sobre parcela relevante da pauta exportadora mineira para os Estados Unidos, ampliando custos e riscos de perda de mercado.
Leia também: Brasil e Índia firmam acordo sobre minerais críticos e terras raras
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Siga o Times | CNBCEntre os principais itens exportados por Minas Gerais ao mercado norte-americano entre 2021 e 2025, destaca-se o ferrogusa, que somou US$ 4,55 bilhões (R$ 23,48 bilhões) no período e representa 24% da pauta estadual para os EUA. Também figuram o silício metálico, com US$ 718,39 milhões (R$ 3,71 bilhões), e os quartzitos, considerando inclusive embarques realizados por portos do Espírito Santo.
Para o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, a consolidação da alíquota em 10% reduz incertezas e evita perdas adicionais de competitividade. “A confirmação da tarifa em 10% preserva uma parcela importante das exportações mineiras e contribui para manter condições mais equilibradas de concorrência no mercado norte-americano. Em um cenário internacional instável, decisões que evitam aumento adicional de custos são fundamentais para dar previsibilidade às empresas e proteger empregos”, afirmou.
A FIEMG informou que seguirá acompanhando os desdobramentos da política comercial dos Estados Unidos e defendendo o diálogo bilateral como caminho para garantir estabilidade nas relações econômicas e condições justas de competição para a indústria mineira.
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