Aumento na taxa de juros é para tentar frear inflação ‘galopante’, diz especialista da GT Capital
Publicado 19/03/2025 • 13:50 | Atualizado há 6 horas
Publicado 19/03/2025 • 13:50 | Atualizado há 6 horas
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Em entrevista ao Real Time, do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Marcos Labarthe, sócio-fundador da GT Capital, avaliou o impacto das taxas de juros no Brasil. Para ele, o aumento no indicador é para tentar frear a inflação que está galopante. “Todo mundo sabe disso porque todo mundo vai ao supermercado”, afirmou.
Nesta quarta-feira (19), os principais bancos centrais do mundo devem anunciar suas decisões de política monetária. No caso do Brasil, a expectativa é de que o Comitê de Política Monetária (COPOM) deve elevar a taxa Selic em um ponto percentual. Segundo Labarthe, as consequências dessa decisão não serão sentidas imediatamente.
“Tudo que o Copom faz de alteração de taxa não acontece do dia para a noite. Especialistas dizem que leva em torno de 6 a 8 meses para começar a notar um aumento ou uma redução na taxa de juros.”
A preocupação é de que, a partir do segundo semestre, o efeito dessa alta de juros leve a uma forte desaceleração econômica ou até mesmo a um princípio de recessão. “O aumento da taxa de juros faz frear o mercado, faz frear a parte de financiamento de crédito. Então, isso tende a trazer alguma alteração para a inflação mais para frente.”
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No cenário internacional, a expectativa é de manutenção da taxa de juros nos Estados Unidos. “O mercado tem quase 100% de certeza de que não haverá mudanças agora. Mas talvez, entre junho e julho, possa ter alguma alteração, e a tendência seria para baixo”, explicou Labarthe.
“A nova mudança de governo Trump faz com que o mercado fique sempre em compasso de espera das próximas informações. Mudanças de cenário podem ocorrer através dessas negociações de taxas entre países”, acrescentou.
O Japão, tradicionalmente conhecido por suas taxas de juros ultrabaixas, também pode passar por mudanças. “O mercado consegue retirar recursos, captar recursos no Japão e acabar alocando em outros países. É muito comum, por exemplo, alguns bancos brasileiros captarem recursos no Japão e investirem no Brasil”, explicou Labarthe.
Caso ocorra um aumento dos juros no Japão, isso pode dificultar a captação de dinheiro barato no país e impactar mercados ao redor do mundo. “Se isso tiver alguma elevação, cada vez vai ficar pior de captar recursos no Japão e reaplicar nas suas economias.”
O Banco da Inglaterra também mantém juros elevados, na casa dos 4,5%, para conter a inflação. “Lembrando que a Europa vem enfrentando algumas mudanças, um pouco também, até com essa crise de aumento da despesa militar”, afirmou o especialista.
“A gente vê ainda o mercado europeu com pessimismo. A Europa enfrenta uma série de desafios e não é tão resiliente quanto a economia norte-americana ou chinesa”, acrescentou.
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