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Em meio a ações trabalhistas de ex-executivos, empresa de herdeiro da família Safra registrava R$ 37,9 mi em bônus de contratação
Publicado 27/08/2026 • 22:49 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 27/08/2026 • 22:49 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Em meio às ações trabalhistas movidas por ex-executivos do ASA, um balanço do braço financeiro do grupo, divulgado em março de 2026, mostra a dimensão que os bônus de contratação alcançaram dentro da estrutura da instituição.
A ASA Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (ASA SCFI) encerrou 2025 com R$ 37,9 milhões em despesas antecipadas relacionadas a bônus de contratação, segundo as demonstrações financeiras da instituição.
Ex-executivos do grupo recorreram à Justiça do Trabalho para cobrar parcelas relacionadas aos pacotes de remuneração oferecidos durante a contratação. Entre os pontos discutidos nos processos estão justamente bônus de entrada, conhecidos no mercado como hiring bonus, e parcelas do chamado total compensation.
O balanço não identifica os beneficiários dos R$ 37,9 milhões.
O ASA é uma empresa de Alberto Safra, criada depois que ele se desvinculou dos negócios da família
Os R$ 37,9 milhões representavam a maior parte dos R$ 40,3 milhões contabilizados pela ASA SCFI na rubrica de “outros valores e bens” no encerramento de dezembro.
Do saldo relacionado aos bônus, R$ 16,8 milhões estavam classificados no curto prazo e R$ 21 milhões no longo prazo.
Na comparação com o tamanho do braço financeiro, o montante equivalia a cerca de 15,2% do patrimônio líquido de R$ 249,3 milhões registrado pela ASA SCFI ao fim de 2025.
A demonstração de resultados traz ainda R$ 1,4 milhão reconhecido como despesa com bônus de contratação durante 2025, dentro de R$ 12,7 milhões em despesas de pessoal.
Os R$ 37,9 milhões aparecem no balanço como despesas antecipadas, enquanto os R$ 1,4 milhão correspondem à parcela reconhecida contabilmente como despesa no resultado daquele exercício. O documento não informa o total desembolsado em dinheiro com bônus ao longo do ano.
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Siga o Times | CNBCO dado ganha relevância em um momento em que antigos executivos do ASA discutem na Justiça as condições oferecidas para que deixassem outras instituições e ingressassem no grupo. As informações foram reveladas pelo Valor Econômico, que teve acesso a processos e ouviu pessoas envolvidas nas disputas.
As ações trabalhistas envolvem cartas de contratação que previam combinações de salário, benefícios, bônus de entrada e uma remuneração total anual.
Segundo os relatos apresentados nas ações, parte dos ex-profissionais sustenta que valores prometidos nesses documentos deixaram de ser pagos integralmente após desligamentos ocorridos em 2025. Há também discussões sobre se determinadas parcelas deveriam integrar a remuneração para efeitos de FGTS, férias e 13º salário.
Os pedidos individuais chegam a milhões de reais, com um dos processos alcançando R$ 8 milhões.
Nos processos que tiveram informações tornadas públicas, o ASA contesta as alegações e sustenta que determinadas parcelas discutidas pelos ex-executivos não possuíam natureza salarial.
Os bônus de contratação fizeram parte da estratégia adotada pelo ASA durante sua expansão no mercado financeiro.
O mecanismo funciona como um incentivo para compensar profissionais que deixam uma instituição, muitas vezes abrindo mão de remunerações futuras, para assumir uma nova posição.
Nas disputas trabalhistas, ex-executivos afirmam que algumas propostas também previam uma remuneração anual total definida previamente, além das chamadas luvas de contratação.
A ASA SCFI é uma instituição controlada por Alberto Safra. O Banco Central aprovou a transferência do controle em setembro de 2024 e, em agosto de 2025, autorizou a operação da companhia como sociedade de crédito, financiamento e investimento.
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