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Petróleo dispara após novos ataques do Irã contra bases dos EUA
Publicado 03/09/2026 • 10:15 | Atualizado há 15 minutos
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Publicado 03/09/2026 • 10:15 | Atualizado há 15 minutos
KEY POINTS
Os preços do petróleo avançaram nesta quinta-feira (03) após novos ataques do Irã contra alvos dos Estados Unidos no Oriente Médio. A escalada voltou a colocar o mercado de energia no centro das atenções, enquanto investidores avaliam os possíveis efeitos do conflito sobre a inflação, os juros e o crescimento econômico.
Apesar da alta do petróleo, os mercados acionários apresentaram movimentos mais contidos na Ásia e na Europa, após a recuperação registrada por Wall Street na quarta-feira. Os rendimentos dos títulos públicos também recuaram, depois de terem alcançado níveis elevados nos últimos dias.
Leia também: Petróleo mais volátil amplia pressão sobre custos e coloca logística global em alerta
Os preços do petróleo chegaram a cair anteriormente, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicar que a ofensiva americana contra o Irã poderia ter duração limitada. O cenário mudou com uma nova rodada de ataques iranianos. No momento, os contratos futuros do Brent são negociados a R$ 96,34.
Nesta quinta-feira, o Irã atingiu bases militares americanas no Kuwait, elevando novamente as tensões. Os confrontos mais recentes tiveram início após ataques dos Estados Unidos no domingo e representam uma nova fase de um conflito que já se estende há seis meses.
Um dos principais focos de preocupação é o Estreito de Ormuz. A passagem marítima, por onde normalmente circula cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente, permanece praticamente fechada. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos mantêm restrições aos portos iranianos.
A interrupção prolongada dessas rotas pode reduzir a oferta de energia e manter os preços elevados por mais tempo.
A alta do petróleo também reforça o receio de uma nova aceleração da inflação mundial. Combustíveis e energia mais caros tendem a elevar os custos de transporte e de produção, com potencial para elevar os preços de diferentes bens e serviços.
Esse cenário pode levar bancos centrais a manter juros elevados por mais tempo ou até retomar os aumentos das taxas básicas. Nos Estados Unidos, investidores passaram a considerar a possibilidade de uma elevação dos juros pelo Federal Reserve ainda neste mês.
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Siga o Times | CNBCO banco central americano afirmou na quarta-feira que a perspectiva geral para a economia permanece positiva, mas reconheceu que a guerra com o Irã e os preços elevados da energia aumentaram as incertezas.
Outra fonte de pressão vem do mercado de títulos públicos. Os rendimentos dos papéis de governos chegaram nesta semana aos maiores níveis em décadas em alguns mercados, aumentando o custo de financiamento e as preocupações relacionadas ao pagamento das dívidas.
David Morrison, analista sênior de mercado da Trade Nation, avalia que o aumento dos custos de empréstimos resulta de uma combinação de fatores. Entre eles estão o crescimento das dívidas governamentais e a perspectiva de uma inflação mais persistente diante da valorização dos preços da energia.
Juros mais altos podem tornar o refinanciamento de dívidas mais caro para governos, empresas e consumidores, além de reduzir o espaço para estímulos à atividade econômica.
Leia também: Estoques de petróleo dos EUA caem 4,45 milhões de barris, contra previsão de alta
Além dos desdobramentos no Oriente Médio, investidores acompanham a divulgação de indicadores da economia americana. O relatório de emprego dos Estados Unidos, previsto para sexta-feira, está entre os principais dados aguardados pelo mercado.
Na próxima semana, a atenção se voltará para os números da inflação. Os indicadores devem ajudar a definir as expectativas quanto aos próximos passos do Federal Reserve, especialmente diante do impacto dos preços da energia.
No mercado de câmbio, o iene ganhou força frente ao dólar em meio a novas especulações sobre uma possível intervenção das autoridades japonesas para sustentar a moeda. A divisa americana também perdeu terreno frente ao euro e à libra.
Com o conflito afetando uma das principais rotas globais de energia, a evolução dos preços do petróleo e seus reflexos na inflação devem continuar entre os principais fatores de atenção dos mercados.
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