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Exigência da UE pode levar outros mercados a cobrar novas regras da carne brasileira, diz analista
Publicado 03/09/2026 • 10:46 | Atualizado há 2 meses
Publicado 03/09/2026 • 10:46 | Atualizado há 2 meses
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A nova exigência da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção animal pode ultrapassar as fronteiras do mercado europeu e influenciar outros compradores da carne brasileira, segundo a avaliação de Isabella Camargo, analista de mercado da HN Agro, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Para a analista, a União Europeia funciona como uma referência para outros mercados, o que pode fazer com que produtores brasileiros tenham de se adaptar a padrões semelhantes no futuro. “A União Europeia é uma grande vitrine. Outros países olham com bons olhos as medidas que eles tomam”, afirmou.
As novas regras europeias passaram a valer nesta quinta-feira (03). A partir desta data, países que exportam animais e produtos de origem animal para consumo humano ao bloco precisam apresentar garantias de cumprimento das normas europeias sobre determinados antimicrobianos.
Leia também: Exportações de carnes crescem no Brasil, enquanto açúcar recua em 2026
A regulamentação europeia impede, entre outras práticas, o uso de antimicrobianos para promover o crescimento dos animais. A medida faz parte da estratégia do bloco para combater a resistência antimicrobiana.
Segundo Isabella, a questão não está relacionada à qualidade da carne bovina brasileira, mas à necessidade de comprovar que os animais destinados ao mercado europeu foram produzidos de acordo com as regras exigidas pelo bloco.
Embora a União Europeia tenha uma participação relativamente pequena nas exportações brasileiras em volume, a analista considera que o peso do bloco vai além da quantidade comercializada. “A União Europeia é uma grande vitrine” para outros países, disse Isabela.
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Siga o Times | CNBCNa avaliação dela, mercados que adotam padrões mais rigorosos podem estimular mudanças na produção brasileira. Japão e Coreia do Sul, citados na entrevista como mercados exigentes, estão entre os países que podem acompanhar essa evolução regulatória.
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A adaptação também pode criar uma diferenciação de preços para os produtores. Isabella citou como exemplo o mercado chinês, para o qual, segundo ela, alguns frigoríficos pagam mais por animais que atendem às exigências específicas para exportação.
“Diante dessas exigências, pode ser que precise pagar mais para que você tenha esse animal, para que o produtor incentive a pagar mais”, afirmou.
A analista, porém, tratou a expansão dessas exigências para outros mercados como uma possibilidade, e não como uma tendência já consolidada.
Para o produtor brasileiro, a mudança pode significar a necessidade de adequar processos de criação e controle do uso de medicamentos caso outros compradores passem a adotar padrões semelhantes aos europeus.
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