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Derretendo: Grupo Vamos e Magalu perdem mais da metade do valor depois de aposta errada do mercado; veja as maiores quedas do dia
Publicado 26/10/2026 • 12:28 | Atualizado há 53 minutos
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KEY POINTS
Divulgação/Cyrela
Cyrela
As ações de empresas brasileiras chegaram a registrar quedas superiores a 50% nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Vamos e o Magazine Luiza lideravam as perdas do Ibovespa, em uma sessão marcada pela disparada dos juros futuros e pela forte aversão ao risco.
Às 11h33, a Vamos (VAMO3) apresentava queda de 57,10%, seguida pelo Magazine Luiza (MGLU3), com recuo de 50,75%. A Cyrela (CYRE3) caía 45,32%, a C&A (CEAB3) perdia 44,94% e a B3 (B3SA3) registrava baixa de 43,93%.
| Empresa | Queda |
|---|---|
| Vamos (VAMO3) | 57,10% |
| Magazine Luiza (MGLU3) | 50,75% |
| Cyrela (CYRE3) | 45,32% |
| C&A (CEAB3) | 44,94% |
| B3 (B3SA3) | 43,93% |
Os dados são do TradeMap e correspondem às cinco maiores quedas da carteira do Ibovespa naquele horário. As variações ocorreram em meio a fortes oscilações e a leilões de formação de preços, de modo que os percentuais indicados não representam necessariamente negócios efetivamente realizados nesses valores.
Leia também: Ibovespa Futuro despenca quase 15% após reeleição de Lula; juros de longo prazo disparam
As quedas atingem empresas de diferentes setores, como varejo, construção civil e mercado financeiro. Em comum, elas podem ser afetadas pela alta dos juros, que encarece o crédito e reduz o consumo e os investimentos.
A Vamos, que lidera as perdas, atua na locação de caminhões, máquinas e equipamentos. Com juros mais altos, o financiamento fica mais caro, o que pode levar empresas a adiar investimentos.
No varejo, Magazine Luiza e C&A também aparecem entre as maiores quedas. O crédito mais caro pode reduzir as compras parceladas e aumentar os custos financeiros das empresas.
A Cyrela, do setor imobiliário, enfrenta um cenário semelhante. Juros elevados encarecem o financiamento da casa própria e podem reduzir a procura por imóveis.
Já a B3, responsável pela Bolsa brasileira, pode ser afetada pela redução das negociações e da captação de recursos pelas empresas, caso os investidores passem a evitar aplicações de maior risco.
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Siga o Times | CNBCAs ações da Vamos, Magazine Luiza, Cyrela, C&A e B3 registram fortes quedas nesta segunda-feira (26), primeiro pregão após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. O movimento ocorre em meio à disparada dos juros futuros e à revisão das expectativas dos investidores em relação à política econômica.
Lula recebeu 51,79% dos votos válidos no domingo (25), contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL).
Parte do mercado apostava na vitória de Flávio Bolsonaro e na possibilidade de mudanças na condução das contas públicas. Com o resultado das urnas, investidores reavaliam essas expectativas, principalmente em relação aos gastos públicos e à trajetória dos juros.
A preocupação é que uma política fiscal menos restritiva dificulte a redução da taxa básica de juros pelo Banco Central. Esse cenário pressiona os juros futuros e pesa sobre as ações de empresas mais dependentes do crédito e do consumo.
Juros elevados encarecem empréstimos e financiamentos e podem reduzir o consumo e os investimentos, afetando principalmente setores como varejo e construção civil.
A forte queda do Ibovespa levou a B3 a acionar o circuit breaker nesta segunda-feira (26), interrompendo as negociações por 30 minutos. O mecanismo foi acionado às 9h57, quando o principal índice da Bolsa brasileira registrou uma desvalorização de 10%.
Foi a primeira vez que a medida foi adotada desde março de 2020, durante a crise provocada pela pandemia de Covid-19. Após a retomada das operações, por volta das 10h35, o Ibovespa ampliou as perdas e chegou a cair 17,16%, aos 169.894 pontos, segundo dados do TradeMap.
🔎 O que é circuit breaker?
É um mecanismo de proteção da Bolsa que interrompe temporariamente as negociações quando o Ibovespa registra quedas acentuadas. A pausa busca reduzir movimentos desordenados e dar tempo para que os investidores reavaliem suas decisões. No primeiro acionamento, quando a queda atinge 10%, as operações são suspensas por 30 minutos.
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