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Eneva mira Venezuela após queda de Maduro e pode entrar no petróleo local
Publicado 07/02/2026 • 11:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/02/2026 • 11:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Eneva, empresa brasileira de energia que atua em geração elétrica e exploração de gás e petróleo, está considerando opções para entrar no setor de petróleo e gás natural da Venezuela, segundo duas fontes com conhecimento direto do assunto à Reuters.
A empresa estaria em conversas preliminares com a Maha Capital AB, da Suécia, para criar uma possível joint venture no país. Outras parcerias com empresas ainda não identificadas também estariam sendo avaliadas.
Ambas as partes, Eneva e Maha, não comentaram oficialmente as negociações. As fontes ouvidas pela Reuters ressaltaram que as conversas ainda estão em estágio inicial.
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A movimentação ocorre em um momento de mudanças significativas na Venezuela. O país aprovou recentemente reformas profundas na sua lei de petróleo, que flexibilizam a participação de empresas estrangeiras em contratos de exploração, produção e operação de campos petrolíferos, após quase 20 anos de forte nacionalização.
A intenção do governo venezuelano, liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, é canalizar investimentos para novos campos que atualmente não possuem infraestrutura, numa tentativa de atrair capital privado e elevar a produção do setor.
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Fontes também indicaram que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encorajou investimentos estrangeiros na Venezuela logo após a captura do então presidente Nicolás Maduro no início de janeiro.
Além disso, autoridades americanas estão preparando uma licença geral que permitiria a empresas explorar e produzir petróleo e gás na Venezuela, parte de um esforço para incentivar a recuperação da produção energética do país após anos de declínio e sanções.
Apesar das reformas e do interesse estrangeiro, desafios importantes permanecem, incluindo questões legais, incertezas sobre o ambiente regulatório e a necessidade de estabilidade política e jurídica para investimentos de longo prazo.
O setor petrolífero venezuelano, historicamente dominado pela estatal PDVSA, esteve fechado à ampla participação privada por décadas, e grandes petrolíferas estrangeiras só retornariam com garantias contratuais robustas – algo que ainda está em debate entre investidores globais.
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