Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Regulamentação atende à demanda do Banco Central por mais eficiência no controle do mercado
Publicado 17/10/2025 • 16:35 | Atualizado há 6 meses
Ray Dalio alerta que cortar juros agora faria Federal Reserve perder credibilidade
Nvidia e Intel alertam que compradores devem ignorar a queda nas ações de semicondutores
Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz se EUA encerrarem bloqueio e guerra terminar
Spotify fecha parceria com Peloton e lança hub global de conteúdo fitness
Cole Allen é acusado formalmente de tentar assassinar Trump em evento com jornalistas
Publicado 17/10/2025 • 16:35 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
A nova Lei de Câmbio de 2021 não alterou a obrigatoriedade de comunicação das operações ao Banco Central, afirmou o advogado Renato Chiappim de Almeida, especialista em direito bancário e institucional, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“Todas as operações de câmbio feitas no Brasil devem ser comunicadas e são compulsoriamente informadas ao Banco Central”, explicou. Segundo ele, “o que muda é a forma dessa comunicação e os critérios que precisam ser informados, além da transferência da responsabilidade de declarar a finalidade da operação, que agora é do cliente e não mais do banco”.
Chiappim destacou que, apesar dessa mudança, as instituições financeiras não ficaram menos responsáveis: “Nasce para o banco, com essa nova regulamentação, uma obrigação de garantir a idoneidade e a lisura da operação. Se por um lado o banco deixa de ter obrigação exclusiva de apurar a finalidade da operação, por outro, precisa criar mecanismos internos para entender o que está acontecendo e por que aquela transação está sendo feita.”
Leia mais:
Mudança em lei cambial livra bancos de ser investigados em casos de lavagem de dinheiro, diz especialista
Lula vai lançar programa de crédito de R$ 40 bilhões para reformas de casas
O especialista afirmou ainda que a atualização na lei busca atender a uma demanda do Banco Central por mais eficiência no controle do mercado. “Essa mudança vem para dar maior vazão e melhorar a mecânica de fiscalização do Banco Central”, avaliou. Para ele, “a ideia é garantir mais fluidez ao sistema e, ao mesmo tempo, aumentar o lastro de obrigação do banco, que passa a ter de auxiliar o cliente a informar corretamente a finalidade de cada operação”.
Questionado sobre críticas de que a nova legislação teria anistiado instituições financeiras investigadas pela Polícia Federal, o advogado foi enfático ao rejeitar essa interpretação. “Pode até ter havido um cenário que se assemelhe a uma anistia, mas, na prática, o que aconteceu foi uma mudança de olhar sobre as responsabilidades. A lei não elimina possíveis responsabilidades; apenas redefine os deveres de cada parte envolvida nas operações de câmbio.”
Ele reforçou que as instituições continuam sujeitas à fiscalização e à punição caso descumpram suas obrigações. “Não se trata de uma medida que visou anistiar bancos ou discriminar atitudes”, concluiu. “O que houve foi uma mudança de obrigação, e a partir do momento em que ela entra em vigor, o banco precisa se adequar e garantir a idoneidade das operações sob sua responsabilidade.”
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Justiça autoriza Casino a retomar venda de ações do GPA
2
Sauer: conheça a marca brasileira usada por Meryl Streep na estreia de ‘O Diabo Veste Prada 2’
3
PSG, Flamengo e mais: os clubes classificados e o abismo financeiro no Mundial de 2029
4
Mover vende fatia na Motiva ao Bradesco BBI por mais de R$ 5 bilhões e quita dívida bilionária
5
Mega-Sena celebra 30 anos com prêmio de R$ 150 milhões; veja como vai funcionar o concurso especial