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EUA passam a operar a partir de bases britânicas na guerra contra o Irã
Publicado 07/03/2026 • 14:37 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 07/03/2026 • 14:37 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Base militar inglesa de Fairford
Os Estados Unidos começaram a utilizar bases militares do Reino Unido em operações relacionadas à guerra contra o Irã, segundo anunciou o governo britânico neste sábado (7). De acordo com autoridades de Londres, o uso das instalações tem caráter “defensivo” e busca impedir que o Irã lance mísseis contra alvos na região do Oriente Médio.
O Ministério da Defesa do Reino Unido afirmou que as bases passaram a ser utilizadas em “operações defensivas específicas para impedir que o Irã dispare mísseis na região”, em meio à escalada militar entre Washington, Israel e Teerã.
A decisão veio após um momento de tensão diplomática entre o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Inicialmente, Starmer havia recusado qualquer envolvimento do Reino Unido na guerra iniciada em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã.
Posteriormente, o líder britânico aceitou um pedido de Washington para uso limitado de duas bases militares, afirmando que a autorização tinha “propósito defensivo específico e limitado”.
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As instalações utilizadas são a base aérea de Fairford, em Gloucestershire, no oeste da Inglaterra, e a base militar conjunta Reino Unido–Estados Unidos em Diego Garcia, localizada nas Ilhas Chagos, no Oceano Índico.
Um bombardeiro B-1 Lancer da Força Aérea dos Estados Unidos pousou em Fairford neste sábado, segundo registros de um fotógrafo da AFP. Também foi observado na pista um avião de transporte militar americano C-5 Galaxy, enquanto manifestantes contra a guerra protestavam do lado de fora da base.
O presidente Donald Trump havia criticado publicamente a posição inicial britânica, dizendo estar “insatisfeito com o Reino Unido” e ironizando Keir Starmer ao afirmar que “não estamos lidando com Winston Churchill”.
Starmer, que é ex-advogado de direitos humanos, defendeu sua posição inicial afirmando que qualquer ação militar britânica precisa ter “base legal e um plano viável e bem elaborado”.
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Segundo o primeiro-ministro, a decisão de permitir o uso das bases foi tomada depois que a retaliação do Irã com mísseis e drones contra ataques dos EUA e de Israel passou a ameaçar interesses britânicos e aliados do Reino Unido na região.
Dentro do Partido Trabalhista, que governa o país, ainda há forte cautela com envolvimento em conflitos liderados pelos Estados Unidos. Parlamentares lembram o apoio do ex-primeiro-ministro Tony Blair à invasão do Iraque em 2003, considerada por muitos um erro estratégico de grandes consequências.
Uma pesquisa do instituto Survation, realizada com 1.045 britânicos e divulgada na sexta-feira, mostrou que 56% dos entrevistados apoiaram a decisão inicial de Starmer de não envolver o Reino Unido nos ataques, enquanto 27% afirmaram que ele estava errado.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou os Estados Unidos de atacar uma usina de dessalinização de água doce na ilha de Qeshm, no Golfo, classificando a ação como um crime e um precedente perigoso.
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“Os Estados Unidos cometeram um crime flagrante e desesperado ao atacar uma usina de dessalinização de água doce na ilha de Qeshm”, afirmou Araghchi em publicação na rede social X.
Segundo o ministro, o ataque afetou o abastecimento de água em cerca de 30 localidades, e atingiu infraestrutura civil essencial no país.
Ele acrescentou que “atacar a infraestrutura do Irã é uma ação perigosa, com graves consequências”, afirmando ainda que “foram os Estados Unidos que estabeleceram esse precedente, não o Irã”.
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