Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Ex-dono da Reag, João Carlos Mansur, busca preservar filhos após fechar acordo de delação com a PGR
Publicado 03/09/2026 • 09:47 | Atualizado há 23 minutos
Ações da Snowflake disparam 22% graças a resultados positivos e impulso na programação de IA
Trump propõe renomear o Estreito de Ormuz para ‘Estreito Trump’
Chevron vai ampliar operações na Venezuela e mais que dobrar produção com investimento de US$ 7 bilhões
CEO da Berkshire, Abel diz que Alphabet é uma “empresa relevante” em I.A após aumento da participação no 2º trimestre
Banco do Canadá avalia impacto das tarifas de Trump antes de decidir sobre juros
Publicado 03/09/2026 • 09:47 | Atualizado há 23 minutos
KEY POINTS
Foto: Divulgação
João Carlos Mansur, ex-presidente do conselho de administração da Reag Investimentos.
João Carlos Mansur, ex-controlador da gestora de fundos Reag, reuniu os filhos para comunicar que havia firmado um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo relatos feitos por familiares e pelo empresário a pessoas próximas, uma de suas principais preocupações era reduzir os impactos do caso sobre os três filhos.
No mês passado, Mansur pediu que familiares antecipassem o retorno de uma viagem curta para tratar pessoalmente do assunto.
Na conversa, explicou que o acordo poderia alterar a rotina da família e afirmou ter adotado medidas para evitar que os filhos fossem atingidos por consequências relacionadas à colaboração.
Segundo o Estado de S. Paulo, no aspecto patrimonial, medidas desse tipo podem envolver a proteção de bens de origem lícita e de fontes de renda provenientes de atividades legais, desde que não tenham relação com os fatos investigados. Na esfera jurídica, familiares sem participação nas condutas apuradas não respondem pelos atos atribuídos ao colaborador.
Leia também: PGR fecha acordo de delação com João Carlos Mansur, fundador da Reag; caso vai ao STF
A colaboração foi negociada com a PGR sem participação da Polícia Federal e encaminhada ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe ao magistrado avaliar a homologação do acordo. A defesa de Mansur foi procurada, mas não havia se manifestado.
A homologação de uma colaboração premiada passa pela análise de requisitos legais do acordo. Para que as informações fornecidas produzam efeitos nas investigações e processos, as declarações do colaborador precisam ser acompanhadas de elementos que permitam sua confirmação.
Mansur foi alvo, em janeiro, da segunda fase da operação Compliance Zero. A investigação apura a atuação de fundos de investimento que, segundo as suspeitas, teriam sido utilizados em operações destinadas a ampliar artificialmente o patrimônio do Banco Master.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCApós a operação, o Banco Central determinou a liquidação da Reag. Na decisão, a autoridade monetária apontou problemas na situação econômico-financeira da instituição e violações às regras aplicáveis ao Sistema Financeiro Nacional.
Operações envolvendo fundos ligados à Reag também apareceram em outras frentes de investigação. Em 2024, veículos de investimento da gestora participaram de um aumento de capital do Banco de Brasília (BRB), em transações que passaram a ser investigadas pela Polícia Federal.
A empresa também foi mencionada na operação Carbono Oculto, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e a presença do Primeiro Comando da Capital (PCC) em atividades da economia formal.
Leia também: Quem é Mansur, ex-dono da Reag que mira Daniel Vorcaro em delação
Antes do acordo de colaboração, Mansur havia rejeitado publicamente suspeitas de irregularidades na atuação da Reag. Em depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado, afirmou que a companhia mantinha mecanismos de controle interno e atribuiu os problemas enfrentados pela instituição ao seu porte e à atuação independente no mercado.
A Reag também contestou parte das informações relacionadas às investigações. A empresa sustentou, à época, que vários fundos citados não estavam sob sua administração ou gestão.
Em relação aos veículos nos quais havia prestado serviços, a companhia afirmou ter cumprido suas obrigações regularmente e informou que já havia deixado de atuar em parte dessas estruturas, por renúncia ou liquidação. Também negou envolvimento com as atividades empresariais desenvolvidas pelos clientes investigados.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Bilibili chega ao Brasil: veja os requisitos para monetizar
2
Mansur, ex-proprietário da Reag, oferece à PGR informações sobre R$ 20 bilhões atribuídos a Daniel Vorcaro
3
Uber demite 3.300 funcionários, acaba com home-office e elimina 20% dos gestores; ação avança 2% no pré-market
4
iPhone 18 Pro: veja tudo o que já foi revelado sobre o novo aparelho
5
Com dívidas, Chilli Beans nega recuperação judicial e anuncia novo vice-presidente
Master Capixaba: em meio a processos judiciais e dívida de quase R$ 1 bilhão, Apex Partners convoca acionistas para assembleia extraordinária
Em depoimento ao gabinete de Mendonça, Vorcaro admite mensagens sobre agressões, mas nega ter ordenado ataques