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Paciente investigado por Ebola em SP testa positivo para meningite; caso segue em análise

Publicado 31/05/2026 • 18:20 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Homem de 37 anos internado no Instituto Emílio Ribas teve confirmação laboratorial de meningite meningocócica, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.
  • Apesar do diagnóstico bacteriano, autoridades mantêm a investigação para Ebola e outros vírus até a conclusão das análises laboratoriais e genômicas.
  • Paciente esteve recentemente na República Democrática do Congo, onde há transmissão da cepa Bundibugyo do vírus Ebola, e permanece isolado seguindo protocolos de biossegurança.

A confirmação de meningite meningocócica em um paciente internado sob suspeita de Ebola não encerrou a investigação conduzida pelas autoridades sanitárias de São Paulo. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), o homem de 37 anos, que segue isolado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, continuará sendo monitorado até a conclusão dos exames específicos para a doença viral e outros diagnósticos diferenciais.

O paciente esteve recentemente na República Democrática do Congo, país que enfrenta um surto da cepa Bundibugyo do vírus Ebola. Por apresentar febre após retornar da viagem, ele se enquadrou nos critérios clínicos e epidemiológicos previstos para um caso suspeito da doença.

Diagnóstico confirmado

De acordo com a SES-SP, exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz identificaram a presença da bactéria causadora da meningite meningocócica. Apesar do resultado, a Secretaria informou que a investigação epidemiológica permanece ativa.

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Há confirmação laboratorial da bactéria causadora da meningite meningocócica pelo Instituto Adolfo Lutz, dentro do processo de diagnóstico diferencial. Ainda assim, a investigação para Ebola permanece em andamento até a conclusão das análises específicas“, afirmou em nota Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP. Segundo a pasta, além da análise para Ebola, seguem em avaliação outros possíveis diagnósticos virais.

Por que a investigação continua?

A apuração do caso foi iniciada de forma preventiva após a identificação de elementos compatíveis com os protocolos nacionais e estaduais para suspeita de Ebola.

Mesmo com a confirmação da meningite, as equipes médicas e epidemiológicas mantêm a condução do caso até a finalização dos exames laboratoriais e genômicos.

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A doença pelo vírus Ebola pode surgir de forma repentina, com sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal.

Nos quadros mais graves, a infecção pode evoluir para hemorragias, choque e falência múltipla de órgãos.

Alerta para a rede de saúde

Na semana passada, a Coordenadoria de Controle de Doenças atualizou a Nota Informativa nº 01/2026, elaborada em conjunto com o Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo (CVE-SP) e o Instituto Adolfo Lutz.

O documento reúne orientações para os serviços de saúde sobre o surto da cepa Bundibugyo em curso na República Democrática do Congo.

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A nota reforça procedimentos relacionados à vigilância epidemiológica, definição de caso suspeito, notificação imediata, isolamento, manejo inicial dos pacientes, fluxos assistenciais e investigação laboratorial.

Segundo a orientação, qualquer caso suspeito em São Paulo deve ser comunicado imediatamente às autoridades municipais de vigilância epidemiológica.

Risco segue muito baixo

A avaliação técnica da SES-SP indica que o risco de introdução do Ebola no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo.

Entre os fatores considerados estão a ausência histórica de transmissão autóctone da doença no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e o modo de transmissão do vírus.

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De acordo com a Secretaria, o Ebola exige contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas infectadas e sintomáticas para ocorrer a transmissão.

Mesmo assim, os serviços de saúde foram orientados a manter atenção especial para pacientes com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus.

Também devem ser observados casos envolvendo contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas para a doença.

Vacinas não contemplam cepa atual

Segundo a SES-SP, atualmente não existem vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo.

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A Secretaria informou que os imunizantes e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para outra variante do vírus e não possuem eficácia comprovada contra a cepa associada ao surto em andamento na República Democrática do Congo.

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