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Fabiano Rosa: delação de cunhado de Vorcaro pode ampliar investigações sobre lavagem de dinheiro e corrupção

Publicado 27/03/2026 • 07:37 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Zettel é apontado como operador financeiro e teria ligação direta com pagamentos ilícitos e fluxo de recursos investigados.
  • Delação pode revelar informações, provas e nomes que ainda não foram alcançados pelas autoridades.
  • Caso envolve dinâmica incomum com atuação conjunta de Polícia Federal e Ministério Público Federal nas negociações.

A possível delação premiada de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, pode abrir novas frentes de investigação no caso Banco Master. É o que avalia Fabiano Rosa, Notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Para o especialista jurídico, a colaboração tem potencial para detalhar pagamentos ilícitos, lavagem de dinheiro, suspeitas de corrupção no Banco Central e o financiamento da chamada “Turma”, ligada a ameaças e intimidações.

Segundo Rosa, é importante considerar o que já consta na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que embasou a prisão preventiva de Zettel e Vorcaro. “O ministro André Mendonça atribui a Fabiano Zettel quatro condutas”, afirmou. Entre elas, listou “intermediação de pagamentos ilícitos”, lavagem de dinheiro, participação em esquema de corrupção no Banco Central e o financiamento estimado em R$ 1 milhão por mês à King Empreendimentos.

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Na avaliação do Notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, esse último ponto é especialmente sensível no caso. “O que se atribui a ele é ser um operador financeiro”, disse Rosa, ao destacar também a proximidade familiar de Zettel com Vorcaro.

Ao comentar a hipótese de uma “delação combinada” entre Vorcaro e Zettel, Rosa afirmou que o termo não é adequado. “O que as pessoas precisam compreender é que, em primeiro lugar, não existe a expressão delação combinada”, disse. Segundo ele, pode haver algum alinhamento inicial de versões entre as defesas, mas esse caminho encontra limites jurídicos e estratégicos.

Rosa explicou que a colaboração premiada exige a entrega de informações novas ao Estado. “O delator promete entregar ao Estado informações, indícios, provas, nomes, dados do esquema que o Estado, de outra maneira, não conseguiria obter”, afirmou. Por isso, acrescentou, há uma corrida entre investigados para negociar antes que o conteúdo relevante seja apresentado por outro envolvido.

Na visão do advogado, outro entrave para versões alinhadas é a própria dinâmica da defesa. “Em algum momento essas estratégias se colidirem, em algum momento essas estratégias se confrontarão”, disse, ressaltando que cada advogado tende a priorizar o interesse do próprio cliente.

Rosa também destacou que o caso tem uma característica incomum por envolver, simultaneamente, Polícia Federal e Ministério Público Federal na condução das negociações. Segundo ele, isso cria uma espécie de controle recíproco entre os órgãos.

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Ao explicar o rito da colaboração, o Notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC afirmou que o primeiro passo é a assinatura de um termo de confidencialidade, seguida da negociação dos anexos, com a entrega de provas, mensagens, documentos e comprovantes. Mas fez um alerta: “Se a declaração comprovadamente for seletiva, omitir informações ou mentir, ela pode ser rescindida, ela pode perder os seus efeitos.”

Ele acrescentou que a primeira pessoa atingida por uma delação mal conduzida é o próprio colaborador. “A primeira pessoa que um delator delata é ele próprio”, afirmou. Segundo Rosa, se a colaboração for omissa ou mentirosa, o delator pode perder os benefícios e ainda se comprometer criminalmente.

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