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Fundador da Azul perde controle com fim de recuperação judicial
Publicado 23/02/2026 • 14:35 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 23/02/2026 • 14:35 | Atualizado há 2 meses
Paulo Whitaker/Reuters
O fundador da companhia área Azul, David Gary Neeleman
A Azul inicia uma nova fase após a saída do Chapter 11 com uma mudança estrutural relevante: a companhia deixa de ter um controlador definido e passa a operar como uma corporation, com capital pulverizado.
Com a reestruturação, o fundador David Neeleman deixa de ser o acionista controlador, embora permaneça como presidente do Conselho de Administração. A nova estrutura acionária terá como principais investidores as americanas United Airlines e American Airlines, cada uma com cerca de 8% de participação – no caso da American, ainda sujeita à aprovação do Cade.
Segundo o CEO John Rodgerson, a mudança faz parte do acordo que viabilizou a reestruturação. “Não foi para proteger a participação de ninguém. O que foi protegido foi a Azul”, afirmou.
Leia também: Ações da Azul disparam após saída do Chapter 11 e início de novo ciclo
A saída do Chapter 11, após cerca de nove meses, marcou uma reestruturação profunda da companhia. A Azul reduziu sua alavancagem para cerca de 2,5 vezes, ante níveis próximos de 4,9 vezes um ano antes.
Os custos financeiros também caíram. Os pagamentos de juros foram reduzidos em mais de 50%, enquanto os gastos com leasing de aeronaves recuaram em cerca de um terço.
Para viabilizar o processo, a empresa levantou US$ 1,375 bilhão em dívida e recebeu US$ 950 milhões em capital, incluindo aportes de US$ 100 milhões da United Airlines e, potencialmente, da American Airlines.
A nova estrutura, com investidores estratégicos globais, reforça a integração da Azul com o mercado internacional, tanto no capital quanto nas operações.
Leia também: Azul sai do Chapter 11, atrai gigantes e vira jogo no setor aéreo
Apesar do novo fôlego financeiro, a estratégia da Azul será mais conservadora. O foco principal agora é recuperar a base de clientes após o período de crise.
Nos últimos anos, a companhia enfrentou deterioração no serviço, com cancelamentos de voos e queda relevante na satisfação dos passageiros. O NPS, indicador de recomendação, chegou a cair 34 pontos, com recuperação parcial recente.
Segundo Rodgerson, a prioridade é retomar a qualidade do serviço. “Vamos crescer com responsabilidade e reconquistar nossos clientes. Estávamos em modo de sobrevivência. Agora estamos no modo de reinvestir na nossa marca”, disse.
A companhia projeta um crescimento de apenas 1% na oferta em 2026, abaixo do ritmo de concorrentes como a LATAM, que estima expansão entre 6% e 8%.
Leia também: Azul garante até US$ 200 milhões em aportes de American e United para encerrar Chapter 11
A nova fase também será marcada por maior disciplina na expansão. Com previsão de receber cerca de cinco aeronaves por ano, a Azul terá menos margem para abrir rotas pouco rentáveis.
Segundo o CEO, a empresa passa a adotar uma abordagem mais criteriosa na malha aérea, priorizando eficiência e rentabilidade.
Ao mesmo tempo, a companhia descartou definitivamente a possibilidade de fusão com o Grupo Abra, controlador da Gol. As negociações foram encerradas em 2025, quando a Azul decidiu focar na recuperação judicial.
“Antes, a fusão era uma alternativa para resolver os problemas. Agora não há necessidade”, afirmou Rodgerson.
A transformação da Azul em uma corporation marca uma mudança relevante no setor aéreo brasileiro. Sem um controlador definido, a companhia passa a ter governança mais pulverizada, com investidores estratégicos e foco em eficiência.
Para o mercado, o novo posicionamento indica uma empresa mais disciplinada financeiramente e menos focada em expansão acelerada.
A prioridade agora é clara. Recuperar rentabilidade, melhorar a experiência do cliente e crescer de forma sustentável, em um setor historicamente marcado por ciclos de expansão agressiva e alta alavancagem.
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