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Fundo Rio Endowment apoia alunos de baixa renda em áreas de ciência e tecnologia
Publicado 19/08/2025 • 14:33 | Atualizado há 12 meses
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KEY POINTS
O Brasil segue entre as últimas posições em matemática e ciências no exame internacional aplicado a estudantes do quarto e oitavo ano em 70 países, além de apresentar desempenho abaixo da média global no PISA, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Mesmo com a melhora registrada no Enem 2024, que alcançou a maior média da rede pública desde 2018, áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) continuam sendo um desafio.
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Para enfrentar essa defasagem, o Rio Endowment, fundo patrimonial voltado à educação, tem direcionado apoio a estudantes de baixa renda no estado. Em entrevista ao programa Radar, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o cofundador e vice-presidente da instituição, Luca Castellano, explicou que o modelo de endowment garante a sustentabilidade financeira ao investir o capital principal e aplicar apenas os rendimentos anuais em iniciativas de apoio.
“Isso significa que, faça chuva ou faça sol, o fundo vai ter, todos os anos, recursos para investir na proposta que ele tem. E, no nosso caso, a gente escolheu investir no estudo dos nossos alunos universitários em STEM no Rio de Janeiro”, afirmou Castellano.
Criado no Rio de Janeiro, o Rio Endowment é o primeiro fundo patrimonial universitário-agnóstico do Brasil, voltado para apoiar alunos em áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). O modelo é inspirado em endowments internacionais, com a proposta de tornar a filantropia perene, garantindo apoio contínuo a estudantes de baixa renda e alto desempenho.
O capital doado ao fundo é investido no mercado com perfil de baixo risco, e apenas os rendimentos são utilizados para financiar bolsas, cursos e programas de mentoria. Essa estrutura garante sustentabilidade a longo prazo, sem depender de campanhas pontuais de arrecadação.
O Rio Endowment conta com um conselho formado por nomes como Gilvan Bueno, Silvia Motta, Julia Franco, Marcos Vinícius Freire e Pedro Rodrigues, além de um Conselho de Investimentos que gere os recursos aplicados no BTG Pactual. A governança é complementada por uma rede de doadores e parceiros nacionais e internacionais.
Desde sua criação, o fundo já beneficiou mais de 40 estudantes, oferecendo:
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Siga o Times | CNBCDe acordo com Castellano, os efeitos já são visíveis no desenvolvimento acadêmico, profissional e pessoal dos bolsistas: “A gente transforma a vida do aluno, e o aluno também transforma a nossa vida”.
Entre os próximos passos, o Rio Endowment planeja ampliar o alcance para centenas de alunos nos próximos anos e expandir seu apoio também para estudantes do ensino médio. Outra meta é consolidar novas parcerias com empresas e instituições que ofereçam oportunidades de estágio, cursos e bolsas de alto impacto.
O fundo é mantido exclusivamente por doações de pessoas físicas e jurídicas, que podem ser recorrentes ou pontuais. “Quanto mais a gente ajuda agora, mais a gente garante um futuro de sucesso para os nossos alunos”, afirmou Castellano, reforçando a importância da participação da sociedade e da transparência na gestão.
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