Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Governo cede à pressão da BYD e recria cota de importação que beneficia apenas a montadora
Publicado 23/06/2026 • 18:58 | Atualizado há 45 minutos
Meta está desenvolvendo aplicativo de mercados de previsão – e estas ações estão caindo em resposta
SpaceX levantou US$ 25 bilhões em uma venda de dívida menos de duas semanas após seu IPO
Meta anuncia novos óculos inteligentes a partir de US$ 299, enquanto Zuckerberg continua apostando em wearables
Brexit 10 anos depois: como a economia e a política do Reino Unido mudaram
Domínio online do Google dá sinais de desgaste na era da IA
Publicado 23/06/2026 • 18:58 | Atualizado há 45 minutos
KEY POINTS
O governo manteve o cronograma de alta do imposto de importação para veículos elétricos e híbridos importados, mas aprovou novas cotas com alíquota zero para kits CKD e SKD. A decisão cede parcialmente à pressão da BYD e contraria a mobilização da indústria nacional.
A decisão foi tomada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), que deliberou nesta terça-feira (23) sobre o setor automotivo. O colegiado preservou a tarifa de 35% defendida por Anfavea, Fiesp, Sindipeças, Firjan e Fiergs, mas reabriu justamente a brecha fiscal que as entidades tentavam barrar.
Pelo cronograma mantido pelo Gecex, veículos eletrificados montados e semidesmontados, os chamados SKD, passarão a recolher imposto de importação de 35% a partir de julho deste ano. Para veículos desmontados, os CKD, a alíquota de 35% só valerá a partir de 1º de janeiro de 2027. Até lá, os CKDs continuarão pagando 14% de imposto de importação.
Leia também: Anfavea vai entrar na Justiça se governo ceder à pressão da BYD por cotas de importação dos carros elétricos
Ao mesmo tempo, o governo aprovou cotas adicionais de importação com alíquota zero para veículos CKD e SKD a partir de 1º de julho de 2026, pelo prazo de seis meses. O volume total será de US$ 463 milhões, mesmo patamar que havia vigorado até janeiro deste ano.
Acima das cotas, permanece a cobrança de 35% para veículos SKD e de 14% para CKD. Já a importação de carros montados não terá qualquer tipo de cota, segundo o Gecex.
A decisão representa uma vitória parcial para a BYD. A fabricante chinesa vinha pressionando o Palácio do Planalto pela retomada dos benefícios de importação e pelo adiamento das tarifas. O governo não adiou a tarifa cheia para veículos montados e SKD, mas devolveu à montadora uma janela de seis meses para importar kits com imposto zero.
A BYD instalou fábrica em Camaçari, na Bahia, e conta com incentivos de ICMS do governo estadual. Ainda assim, a empresa segue dependendo da importação de veículos em diferentes níveis de montagem enquanto nacionaliza sua produção, modelo criticado pela indústria instalada no país.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCNos últimos dias, entidades industriais intensificaram a pressão contra a retomada das cotas. A Anfavea chegou a afirmar que avalia ir à Justiça caso o governo aprovasse o retorno do benefício para kits de veículos eletrificados com alíquota zero.
A eventual judicialização foi colocada pela entidade como reação à falta de debate prévio com o setor produtivo e à ausência de publicidade dos atos preparatórios para a deliberação do Gecex. Para a Anfavea, a volta das cotas representa um “desestímulo ao processo de neoindustrialização” defendido pelo próprio governo.
A Fiesp também tentou barrar a discussão. Em ofício enviado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a entidade pediu que o tema não fosse pautado na reunião do Gecex, sob o argumento de que uma eventual mudança deveria ser precedida de discussão ampla e fundamentada com todas as partes interessadas.
A indústria defendia a manutenção integral do cronograma acordado com o governo desde 2023, quando foi definida a recomposição gradual das tarifas de importação para veículos eletrificados até o patamar de 35%. Para as entidades, reabrir cotas com alíquota zero compromete a previsibilidade regulatória, rompe as regras que orientaram investimentos no país e favorece um modelo de produção baseado na importação de kits.
A Anfavea argumenta que a massificação da fabricação com kits importados pode gerar impacto de R$ 129 bilhões entre cadeia de fornecedores e arrecadação, além de eliminar 69 mil empregos diretos e 227 mil postos em fornecedores. A entidade também afirma que a eletrificação já avança com as regras atuais, com veículos eletrificados nacionais chegando a 40% das vendas do segmento em 2026.
Na nota divulgada após a reunião, o Gecex afirmou que a medida converge com iniciativas do governo voltadas à renovação da frota, ao fortalecimento da inovação e à descarbonização do ecossistema automotivo brasileiro. O colegiado também disse que os veículos mais sustentáveis contribuem para a redução das emissões de CO2.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Claude, plataforma de IA da Anthropic, passa por instabilidade nesta terça (23)
2
PF aponta que Digimais copiou tática do Master de superavaliar ativos para esconder rombo e de se escorar no FGC
3
Ambipar: empresas em recuperação judicial podem manter patrocínios milionários?
4
Rumor de mercado liga QI Tech a carteira de R$ 500 milhões da Reag e do Banco Master
5
Quina de São João ou Lotofácil da Independência? Qual loteria oferece mais chances de ganhar?