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Grupo Vamos registra receita de R$ 1,59 bilhão no terceiro trimestre, com avanço de 11,5% em locação
Publicado 21/10/2026 • 10:08 | Atualizado há 60 minutos
Publicado 21/10/2026 • 10:08 | Atualizado há 60 minutos
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Divulgação / Vamos
O Grupo Vamos registrou receita líquida consolidada de R$ 1,59 bilhão no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre, o avanço foi de 1,9%. Os dados fazem parte da prévia operacional divulgada pela companhia nesta quarta-feira (21).
Entre janeiro e setembro, o faturamento líquido acumulado chegou a R$ 4,78 bilhões, resultado 11,8% superior aos R$ 4,27 bilhões contabilizados nos nove primeiros meses de 2025. O desempenho trimestral foi sustentado principalmente pela expansão das operações de locação, que compensou parte da retração nas vendas de ativos usados.
O segmento de aluguel de caminhões, máquinas e equipamentos respondeu por R$ 1,16 bilhão da receita no terceiro trimestre, alta de 11,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e de 6,4% sobre os três meses anteriores.
No acumulado do ano, a atividade gerou R$ 3,30 bilhões, crescimento de 10%. Segundo a companhia, a expansão está relacionada ao aumento da frota alugada, à entrada de novos veículos e equipamentos em operação e à redução das retomadas de ativos.
A divisão industrial também apresentou crescimento. O faturamento alcançou R$ 127,5 milhões entre julho e setembro, aumento de 28,2% na comparação anual. Nos nove primeiros meses, a receita dessa operação totalizou R$ 348,3 milhões, avanço de 30,3%.
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Em sentido contrário, a comercialização de ativos registrou receita de R$ 310,3 milhões no terceiro trimestre, redução de 20,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 15% diante do segundo trimestre.
Considerando apenas a venda de seminovos, o faturamento foi de R$ 301 milhões, queda anual de 23,3%. A empresa atribuiu o resultado à menor disponibilidade de equipamentos destinados à comercialização, uma vez que parte dos ativos usados foi direcionada à locação.
Outros fatores apontados foram a redução das devoluções de veículos, o menor preço médio dos bens vendidos e as restrições dos bancos na concessão de crédito para compradores de equipamentos usados.
Apesar da retração trimestral, a receita total com venda de ativos acumulou R$ 1,13 bilhão entre janeiro e setembro, crescimento de 12,6% em relação ao mesmo período de 2025. Na operação de seminovos, isoladamente, houve queda de 2,1% no acumulado. A companhia informou ainda que a margem bruta do segmento de seminovos ficou entre 0% e 1% no trimestre.
O volume de investimentos contratados para aquisição de caminhões, máquinas e equipamentos, indicador conhecido como capex contratado, atingiu R$ 1,18 bilhão no terceiro trimestre. O valor representa crescimento de 42,1% na comparação anual, embora tenha ficado 11,1% abaixo do registrado entre abril e junho.
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Siga o Times | CNBCDesse montante, R$ 984,8 milhões corresponderam a ativos novos e R$ 195,1 milhões a equipamentos usados destinados ao programa Sempre Novo, voltado à locação de bens seminovos.
Já o capex implantado, que representa os ativos efetivamente incorporados às operações, alcançou R$ 965 milhões. O resultado ficou 25,2% acima do segundo trimestre e 9,2% superior ao registrado um ano antes.
De janeiro a setembro, os investimentos contratados somaram R$ 3,35 bilhões, crescimento de 26,6%. No mesmo intervalo, o capex implantado totalizou R$ 2,50 bilhões, redução de 3,8% em relação a 2025. De acordo com a Vamos, a aceleração na entrada de equipamentos em operação acompanha o recebimento de veículos e máquinas das fabricantes, conforme os contratos firmados ao longo do ano.
As extensões de contratos de locação movimentaram R$ 482,9 milhões no terceiro trimestre, valor 200,1% superior ao observado entre julho e setembro de 2025. Em relação ao trimestre anterior, o aumento foi de 136,6%. Com isso, o volume acumulado de renovações chegou a R$ 970,1 milhões nos primeiros nove meses do ano, superando a projeção estabelecida pela empresa para todo o exercício de 2026.
O resultado corresponde a 129% do ponto médio da estimativa anual, de R$ 750 milhões, e a 108% do limite superior previsto, de R$ 900 milhões. A partir deste trimestre, a Vamos passou a divulgar as extensões contratuais separadamente dos investimentos contratados e implantados. A mudança considera que a renovação de contratos não exige necessariamente a compra ou a implantação de novos equipamentos.
O valor bruto da frota da companhia encerrou setembro em R$ 19,69 bilhões, aumento de 6% em relação ao terceiro trimestre de 2025 e de 3% na comparação com junho deste ano. A taxa de ocupação dos veículos e equipamentos ficou em 88,8%, dois pontos percentuais acima do patamar registrado um ano antes. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, houve recuo de 0,2 ponto percentual.
Segundo a empresa, a pequena redução trimestral está associada ao aumento do estoque de ativos novos que ainda passam por preparação antes de serem disponibilizados para locação. Desconsiderando esse efeito, a taxa de ocupação teria alcançado 89,3%, conforme estimativa apresentada pela companhia.
Outro indicador divulgado foi o volume de ativos retomados e devolvidos antes do encerramento dos contratos, que somou R$ 111,4 milhões entre julho e setembro. O montante representa redução de 55,6% na comparação com o terceiro trimestre de 2025 e de 41,2% em relação aos três meses anteriores. A empresa informou que esse foi o menor nível registrado desde o início das retomadas, no primeiro trimestre de 2023.
Em termos anualizados, essas ocorrências corresponderam a 2,4% do valor bruto médio da frota no trimestre. Considerando também os encerramentos regulares de contratos, a desmobilização total de ativos atingiu R$ 425,1 milhões, queda de 7,7% na comparação anual.
No acumulado de nove meses, o volume de ativos retirados das operações somou R$ 1,34 bilhão, redução de 14,6% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
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