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Haddad: chefes do crime moram ‘de frente para a praia’ e têm capital em fundos e cripto
Publicado 31/10/2025 • 17:41 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 31/10/2025 • 17:41 | Atualizado há 1 ano
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Reprodução/Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC
Fernando Haddad, ministro da Fazenda
Durante entrevista concedida na sede do Ministério da Fazenda, em São Paulo, o ministro Fernando Haddad destacou que operações da Receita Federal estão à disposição do governo do Rio no combate ao crime organizado e que o topo da cadeia de comando está fora da zona de ação das operações que mataram 121 pessoas nesta semana.
“Obviamente as pessoas no topo dessa cadeia demoníaca estão morando de frente para a praia, não moram em lugar de risco como em uma comunidade” disse Haddad. “O capital está em fundos (de fundos), cripto, em fundos offshore”, afirmou.
Além das ações contra fundos exclusivos e offshore, ele mencionou que a próxima ação será a exigência da identificação dos CPFs envolvidos nas cotas desses e outros tipos de fundos. Hoje, as exigências são apenas concentradas na identificação de CNPJs, o que dificulta a identificação dos criminosos e laranjas.
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Haddad falou ainda que a PGR está em contato com a Procuradoria do Rio de Janeiro para colocar a par os resultados das operações da Receita Federal, especialmente na apuração sobre adulteração e venda de combustível. Inicialmente, a operação associou o PCC à máfia do combustível, mas Haddad mencionou envolvimento também das organizações criminosas fluminenses no esquema.
“O governo do Rio não estava informado adequadamente, a julgar pelas ações que tomaram”, disse Haddad.
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Siga o Times | CNBCHaddad cobra apoio do governador Cláudio Castro e do PL para aprovar lei contra o devedor contumaz. Segundo Haddad, Hugo Motta prometeu dar prioridade ao tema.
O ministro da Fazenda diz que o projeto é essencial para combater o crime organizado e alerta para risco de emendas que abram brechas a criminosos.
“Está sendo dito que o PL vai propor uma emenda”, alertou. “É importante que não se mude o texto. (Uma emenda) pode ser a brecha por onde o bandido vai escapar”
Haddad classificou o projeto como fundamental para o combate ao crime organizado, destacando que muitos desses devedores têm relação direta com organizações criminosas que utilizam estruturas empresariais e financeiras para lavar dinheiro e ocultar patrimônio.
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