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Operação contra grupo suspeito de desviar R$ 45 milhões da Caixa foi vazada antes de ação da PF
Publicado 03/08/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 03/08/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Reprodução
Uma operação da Polícia Federal contra um grupo investigado por desviar cerca de R$ 45 milhões de clientes da Caixa Econômica Federal foi vazada aos suspeitos aproximadamente um mês antes de ser deflagrada.
Segundo a investigação, os alvos tiveram acesso antecipado à decisão sigilosa da Justiça Federal que autorizava a operação. A partir disso, teriam apagado provas e escondido parte dos valores obtidos ilegalmente em um paraíso fiscal.
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), no Rio de Janeiro, informou ao Estadão que afastou os servidores apontados na investigação. Segundo a Corte, eles estão “sem qualquer acesso aos sistemas judiciais e administrativos do órgão”.
Um inquérito sigiloso apura o vazamento.
Leia também: Por que as visitas a Daniel Vorcaro na PF ficarão em sigilo por um século
A investigação da Polícia Federal começou em 2025 e apura invasões de contas e desvios de recursos de beneficiários do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do auxílio emergencial.
Segundo a PF, o grupo era dividido em dois núcleos.
Jader Henrique Areas de Almeida, apontado como chefe da organização, atuava no Rio de Janeiro. Já Matheus Casado Natário e Isabely Alves de Sousa, em São Paulo, seriam responsáveis por obter dados das vítimas.
Enzo Grillo Filho é apontado pelos investigadores como operador financeiro do esquema.
O Estadão não conseguiu contato com as defesas dos investigados.
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Siga o Times | CNBCDe acordo com a Polícia Federal, a decisão judicial que autorizava a operação teria sido vazada pelo servidor da Justiça Federal Jackson Cozendey em troca de pagamentos.
A defesa do servidor negou a acusação.
Em uma mensagem obtida pelos investigadores, Jader teria reagido ao receber antecipadamente a decisão judicial e orientado o grupo a proteger o patrimônio.
“Que zica, hein… Blindar o patrimônio”, escreveu.
A PF afirma que o acesso prévio à operação permitiu aos investigados eliminar provas e movimentar recursos antes da chegada dos agentes.
Leia também: PF adia depoimento de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no caso Master
A investigação também encontrou um áudio no qual Jader teria defendido a morte do delegado responsável pelo caso.
“É um delegadozinho novo lá que tá botando os inquéritos tudo pra fora… O cara é xerife até um certo ponto. Manda matar”, diz a gravação.
A fala integra o material analisado pela Polícia Federal no inquérito.
O caso também passou a incluir a apuração sobre possível participação de servidores públicos no vazamento de informações protegidas por sigilo judicial.
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