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Disney sobe 5% após streaming e parques impulsionarem resultado acima do esperado
Publicado 06/05/2026 • 09:29 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 06/05/2026 • 09:29 | Atualizado há 3 horas
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Reproduçao CNBC
A Disney divulgou uma receita trimestral acima do esperado pelos analistas, impulsionada por suas operações de streaming e parques temáticos.
A Disney divulgou nesta quarta-feira (06) uma receita trimestral acima do esperado pelos analistas, novamente impulsionada por suas operações de streaming e parques temáticos. As ações da companhia subiam cerca de 5% no pré-mercado.
O segmento de experiências, que inclui parques temáticos e cruzeiros, registrou quase US$ 9,5 bilhões em receita, alta de 7% na comparação anual. Enquanto o número global de visitantes cresceu 2%, a frequência nos parques domésticos caiu 1% em relação ao ano passado. Segundo a empresa, a visitação internacional nos parques dos EUA foi mais fraca, tendência já observada no trimestre anterior.
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Ainda assim, apesar das incertezas macroeconômicas — incluindo os impactos dos ataques entre Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro, que elevaram os preços do petróleo — a Disney afirmou que a demanda em seus parques domésticos permaneceu saudável. A empresa também registrou aumento nos gastos dos visitantes durante o trimestre.
“Continuamos vendo um consumidor forte. Embora haja preocupações com o cenário macro e, especificamente, com o preço do combustível, não observamos evidências disso”, disse o CFO Hugh Johnston à CNBC. Ele acrescentou que as reservas para o segundo semestre “estão bastante fortes”.
Veja o desempenho da Disney no segundo trimestre fiscal, encerrado em 28 de março, em comparação com as expectativas de Wall Street, segundo a LSEG:
A receita total do trimestre subiu para US$ 25,17 bilhões, alta de 7% na comparação anual.
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O lucro líquido foi de US$ 2,47 bilhões, ou US$ 1,27 por ação, abaixo dos US$ 3,4 bilhões, ou US$ 1,81 por ação, registrados no mesmo período do ano anterior.
Desconsiderando itens extraordinários, incluindo a aquisição da NFL Network e outros ativos de mídia pela ESPN, a Disney reportou lucro ajustado de US$ 1,57 por ação. Não ficou imediatamente claro se esse número é diretamente comparável à estimativa de US$ 1,49 por ação de Wall Street.
A empresa também atualizou seu guidance para o ano fiscal de 2026, projetando crescimento de cerca de 12% no lucro ajustado anual. Além disso, pretende recomprar ao menos US$ 8 bilhões em ações no período, acima dos US$ 7 bilhões anunciados anteriormente. Para o terceiro trimestre, a expectativa é de receita total de segmentos em torno de US$ 5,3 bilhões.
Para 2027, a Disney prevê crescimento de dois dígitos no lucro ajustado.
Este é o primeiro balanço desde que Josh D’Amaro assumiu como CEO em março, substituindo Bob Iger, que comandou a empresa por cerca de 20 anos ao longo de dois mandatos. Sob a nova gestão, a Disney já realizou demissões e enfrentou pressões políticas relacionadas ao apresentador Jimmy Kimmel.
Nesta quarta-feira, D’Amaro apresentou seus planos estratégicos para crescimento futuro, com foco em investimentos em propriedade intelectual e avanços tecnológicos na narrativa — fatores que devem impulsionar especialmente os parques temáticos e o streaming.
O segmento de entretenimento, que inclui TV tradicional, streaming e lançamentos nos cinemas, teve receita de US$ 11,72 bilhões, alta de 10% na comparação anual. O resultado foi beneficiado em 4% pelo acordo com a Fubo.
As receitas com assinaturas e afiliadas cresceram 14%, para US$ 7,8 bilhões, impulsionadas por recentes aumentos de preços no streaming. A receita com publicidade também avançou 5%, em parte devido ao aumento de impressões no ambiente digital.
Sucessos recentes de bilheteria, como “Avatar: Fire and Ash” e “Zootopia 2”, também contribuíram para o desempenho do segmento.
No último trimestre, a Disney deixou de divulgar alguns detalhes do segmento de entretenimento, incluindo a divisão de receitas e lucro operacional da TV linear, além do número de assinantes de streaming.
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A queda contínua da TV tradicional, diante da migração dos consumidores para o streaming, tem pressionado a empresa e seus concorrentes nos últimos trimestres.
No segmento esportivo, que inclui a ESPN, a receita cresceu 2%, para US$ 4,61 bilhões. O avanço foi impulsionado por maiores receitas com assinaturas e pelo acordo de mídia com a NFL.
A empresa destacou, no entanto, o aumento de custos no segmento esportivo em relação ao ano anterior, devido à elevação de contratos e à aquisição de novos direitos de transmissão. Embora eventos esportivos ao vivo atraiam grandes audiências, o custo para transmiti-los tem subido significativamente.
O aplicativo direto ao consumidor da ESPN, lançado em agosto, foi um dos destaques do trimestre. Segundo a Disney, a receita gerada pelos assinantes digitais mais do que compensou as perdas do modelo tradicional de TV.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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