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Real é a moeda que mais se valorizou no mundo em 2026; veja o gráfico interativo
Publicado 07/05/2026 • 13:09 | Atualizado há 55 minutos
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Publicado 07/05/2026 • 13:09 | Atualizado há 55 minutos
KEY POINTS
O real brasileiro acumula valorização de 10,7% ante o dólar no ano e lidera o ranking global de moedas em 2026, segundo diversos levantamentos com 27 divisas monitoradas. A alta coloca a moeda brasileira à frente de emergentes como o peso chileno e o rand sul-africano, e também acima de moedas desenvolvidas que compõem a cesta do índice DXY, como o euro, a libra esterlina e o iene japonês.
Moedas que mais se valorizaram frente ao dólar em 2026
Acumulado de 1º de janeiro a 6 de maio de 2026 — Fonte: Elos Ayta Consultoria
| Pos. | País | Moeda | Variação | Grupo |
|---|
Variações aproximadas conforme levantamentos públicos disponíveis. Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Logo atrás do real no ranking aparecem o dólar australiano, com valorização de cerca de 7,9%, e a coroa norueguesa, com alta de aproximadamente 7,5%. O novo shekel israelense e o peso argentino também figuram entre os destaques, com ganhos próximos de 7,7% e 7,3%, respectivamente. Entre os emergentes europeus, o forint húngaro registrou uma virada expressiva em abril e acumula alta de 6,32% no ano.
Já as moedas que compõem a cesta do DXY apresentaram desempenho inferior ao do real. O euro e a libra esterlina acumulam perdas de 1,16% e 1,33%, respectivamente, enquanto o iene japonês recua 1,30% no período. A coroa sueca, também integrante do DXY, é exceção positiva no grupo, com alta de cerca de 4,9%.
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O índice DXY, que mede o dólar americano contra uma cesta de seis moedas fortes, opera próximo de 98 pontos em 6 de maio de 2026, acumulando queda de cerca de 5,21% no ano.
O enfraquecimento do dólar reflete um ambiente de incerteza política nos Estados Unidos, com a política externa do presidente Donald Trump pressionando a confiança dos mercados na moeda americana.
Ainda assim, o desempenho do real vai além da fraqueza do dólar: o índice DXY mostra que, frente às seis moedas que compõem a cesta, o dólar ainda tem variação positiva em alguns recortes, o que reforça que a força do real tem componentes domésticos próprios.
🔍 DXY é o índice que mede a força do dólar americano frente a uma cesta de seis moedas consideradas fortes: euro, iene japonês, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço. Serve como referência global para avaliar o desempenho da moeda norte-americana.
Analistas apontam três fatores principais para explicar o desempenho do real em 2026. O primeiro é o diferencial de juros: com a Selic em 14,75% ao ano, contra 3,5% a 3,75% nos Estados Unidos, o Brasil atrai operações de carry trade, em que investidores captam recursos em moedas de juros baixos e aplicam em ativos brasileiros de maior remuneração.
O segundo fator é o boom nas exportações de petróleo. Com o Brent acima de US$ 100 por barril em meio às tensões no Oriente Médio, o Brasil ampliou o superávit comercial e aumentou a entrada de dólares via exportações. O terceiro motor é o influxo de capital estrangeiro: investidores internacionais aportaram R$ 67,3 bilhões na Bolsa de Valores de São Paulo no acumulado do ano até 16 de abril, atraídos pela combinação de juros altos, bolsa em alta e melhora nas projeções do PIB pelo FMI.
A valorização do real traz efeitos mistos para a economia brasileira. Do lado positivo, barateia importados e ajuda o Banco Central no controle da inflação, além de reduzir o custo de empresas endividadas em dólar. Do lado negativo, pressiona a competitividade das exportações, especialmente na indústria e em produtos de maior valor agregado que concorrem com similares estrangeiros mais baratos.
Analistas alertam ainda para o risco de reversão: movimentos cambiais sustentados por fluxos financeiros de curto prazo, como o carry trade, são vulneráveis a mudanças no apetite global por risco. Um eventual aumento da aversão ao risco, deterioração fiscal doméstica ou queda nas commodities poderia reverter rapidamente o ciclo favorável ao real.
🔍 Carry trade é uma estratégia em que investidores captam recursos em países com juros baixos e aplicam em países com juros mais altos, embolsando a diferença. O Brasil, com uma das maiores taxas reais de juros do mundo, é um destino frequente dessas operações, o que aumenta a demanda pelo real e contribui para sua valorização.
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