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Ibovespa mira 200 mil pontos e relembra picos históricos da última década, com mercado reforçando viés de alta

Publicado 09/04/2026 • 22:56 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Redução das tensões entre Estados Unidos e Irã diminuiu o risco global e favoreceu ativos de países emergentes
  • Alta da bolsa brasileira tem forte influência do cenário externo, com fluxo estrangeiro e movimento sincronizado com outros emergentes
  • Expectativa de continuidade do rali, com projeção de o índice alcançar 200 mil pontos no curto prazo
Ibovespa B3

Quote Inspector

Em uma guerra, nunca há vencedores: famílias perdem suas casas, inocentes morrem e cidades inteiras são destruídas, sem chance de recuperação. A dinâmica do mercado financeiro, entretanto, opera com projeções de futuro e geração de valor. E é por isso que a reconfiguração do tabuleiro de xadrez global tem feito tão bem ao mercado de ações do Brasil.

Nesta quinta-feira (9), o Ibovespa marcou seu oitavo pregão de alta sequencial, alcançando o patamar dos 195 mil pontos – algo inédito no mercado nacional. O que não é inédito, entretanto, é a quebra de recordes sequenciais do índice. Só neste ano, o principal indicador da bolsa de valores do Brasil já quebrou seu próprio recorde 15 vezes, segundo levantamento da Rocket Trader.

Segundo Alex André, economista da MZ Group, o índice acionário alcançará a marca de 200 mil pontos em menos de uma semana. Para ele, a perspectiva de redução das tensões globais, especialmente a diminuição do conflito no Irã, pode atenuar a pressão inflacionária global, beneficiando não apenas o Brasil, mas a economia mundial como um todo.

“Além disso, a performance da nossa bolsa demonstra uma correlação significativa com o cenário internacional. Embora o contexto político interno, incluindo as eleições, ainda apresenta incertezas e um cenário competitivo, o movimento ascendente do mercado tem sido influenciado principalmente por fatores externos”, explica.

Ele aponta que há uma tendência favorável dos mercados globais em relação aos mercados emergentes. Bolsas de valores de países como Chile, Argentina e Peru, por exemplo, registraram altas em sincronia com o desempenho do Brasil, indicando um movimento mais amplo e menos dependente de políticas domésticas.

Em levantamento exclusivo para o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o RocketTrader identificou os principais recordes do Ibovespa em 2026. Veja abaixo:

Ibovespa alcança 15° recorde do ano

Pontos no fechamento de cada máxima

DataIbovespa
1° Recorde de 20261/14/2026165,145.98
2° Recorde de 20261/15/2026165,568.32
3° Recorde de 20261/20/2026166,276.90
4° Recorde de 20261/21/2026171,816.67
5° Recorde de 20261/22/2026175,589.35
6° Recorde de 20261/23/2026178,858.54
7° Recorde de 20261/27/2026181,919.13
8° Recorde de 20261/28/2026184,691.05
9° Recorde de 20262/3/2026185,674.43
10° Recorde de 20262/9/2026186,241.15
11° Recorde de 20262/11/2026189,699.12
12° Recorde de 20262/20/2026190,534.42
13° Recorde de 20262/24/2026191,490.40
14° Recorde de 20264/8/2026192,201.16
15° Recorde de 20264/9/2026195,129.25

Fonte: RocketTrader

Datas Marcantes

14/01/2026 – 165.145 pontos

O primeiro recorde do ano foi marcado pelo otimismo com o início do ciclo político de 2026 e pela expectativa de que o Banco Central controlaria a inflação sem precisar elevar ainda mais os juros.

“O fluxo estrangeiro começa a se posicionar no Brasil como alternativa aos mercados desenvolvidos”, relembra Jayme Simão, sócio-fundador do Hub Do Investidor.

Ele explica que o movimento foi sustentado por uma combinação de fatores. “Alguns são valuation ainda atrativo em comparação com mercados desenvolvidos, fluxo de capital estrangeiro incentivado por recomendações positivas de casas como Morgan Stanley e JPMorgan, e exposição relevante do índice a commodities energéticas, que vivem um momento de alta volatilidade mas com piso de preços elevado”.

11/02/2026 – 189.699 pontos

Mais uma sequência ao rali do setor financeiro após resultados trimestrais acima do esperado dos grandes bancos brasileiros. A combinação de juros altos com inadimplência controlada se traduz em lucros recordes para Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, explica Jayme.

Na sessão, o índice subiu 2,03%. O movimento foi impulsionado principalmente pelo fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira. O apetite por risco também foi favorecido por fatores domésticos e externos, incluindo expectativas sobre juros no Brasil, dados de emprego nos Estados Unidos e a temporada de balanços corporativos.

09/04/2026 — 195.129 pontos

A retomada dos recordes após uma pausa de mais de um mês. O gatilho foi o anúncio do cessar-fogo entre EUA e Irã com reabertura do Estreito de Ormuz, que reduziu o prêmio de risco global e abriu espaço para valorização generalizada de ativos de risco, com o Brasil entre os principais beneficiados dentro dos emergentes.

O resultado consolidou a recuperação da bolsa após períodos recentes de maior volatilidade, indicando resiliência do mercado doméstico mesmo com incertezas no cenário internacional.

Um olhar da última década

O levantamento do RocketTrader também apresentou as máximas históricas do índice nos últimos 10 anos

Máximas em cada Ano – Pontos no Fechamento*
AnoDataPontos
20167/20/201664,924.52
201710/13/201776,989.79
201812/3/201889,820.09
201912/26/2019117,203.20
20201/23/2020119,527.63
20216/7/2021130,776.27
20224/1/2022121,570.15
202312/27/2023134,193.72
20248/28/2024137,343.96
202512/4/2025164,455.61
20264/9/2026195,129.25

Breno Falseti, sócio da gestora Rubik Capital, acredita que 2026 guarda uma semelhança relevante com 2016. Segundo ele, há uma década investidores globais começaram a retomar a alocação em mercados emergentes, e o Brasil se recuperava de uma crise simultaneamente econômica e política, estabilizando-se para um ciclo de corte de juros.

“Os juros estavam em patamares elevados, a economia vinha de dezoito trimestres consecutivos de recessão, e a valorização — tanto em 2016 quanto nos períodos subsequentes — e decorreu fundamentalmente da descompressão de prêmios de risco”, conta. Segundo ele, o paralelo com o momento atual é direto: múltiplos descontados, juros elevados com perspectiva de corte, e capital estrangeiro retornando.

Já em 2021, Falseti enxerga discrepância com o cenário atual. Ele destaca que o recorde daquele ano marcou a exaustão de um ciclo de valorização impulsionado pelos juros extraordinariamente baixos do período.

“O clima entre investidores locais era de euforia, e diversos perfis sem aptidão para risco em renda variável haviam migrado para a bolsa na expectativa de continuidade da alta. Aquele recorde marcou a última máxima antes de um período de quase quatro anos em que o índice ficou lateralizado”, comenta.

Não é voo da galinha

O gestor da Rubik Capital defende que a tendência de alta do Ibovespa deve se sustentar por um período mais longo, mas para isso será necessário que os resultados das empresas melhorem efetivamente.

Para Falseti, esse movimento deve ocorrer à medida que o Copom inicie o ciclo de corte de juros: no curto prazo, a redução da Selic alivia a despesa financeira das companhias — efeito imediato sobre os balanços — enquanto no médio prazo estimula a atividade econômica, com o efeito defasado característico da política monetária.

“Diante desse cenário, a tendência é de continuidade da alta, considerando a alocação de investidores globais em emergentes e a perspectiva de um ciclo de cortes que pode ser até mais acentuado do que o atualmente precificado pelo mercado”, aponta. Ele cita como principal risco que poderia amenizar o movimento, uma postergação desse ciclo por surpresas inflacionárias — seja por persistência dos preços de energia em patamar elevado, seja por choques adicionais de oferta que dificultem a convergência da inflação às metas.

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