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Impasse no BRB: bancos privados exigem participação do Tesouro e de instituições públicas para liberar empréstimo de R$ 6,6 bilhões

Publicado 10/08/2026 • 07:05 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Acordo com o FGC para empréstimo de até R$ 6,6 bilhões foi assinado em maio.
  • Os grandes bancos privados do país temem que socorro seja insuficiente e não querem dar aval para o negócio sem a participação do Tesouro Nacional ou dos bancos públicos.
  • Ministro do STF Luiz Fux convocou uma reunião para esta semana com o objetivo de destravar o negócio.
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Joédson Alves/Agência Brasil

A crise do BRB enfrenta um impasse nos corredores do poder e do mercado financeiro. Após acordo firmado em maio para o empréstimo de R$ 6,6 bilhões à instituição via Fundo Garantidor de Crédito (FGC), as principais instituições financeiras privadas do país estão descartando dar aval ao empréstimo sem a participação direta do Tesouro Nacional ou dos bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil.

Nesta quinta-feira (13), haverá uma reunião de conciliação convocada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar encontrar uma solução para o problema.

Leia também: BRB completa um ano sem publicar balanço e ignora prazos legais

Impacto nos balanços

Os bancos entendem que há um risco maior no uso dessas garantias via fundos constitucionais — e isso afetaria seus balanços, que precisariam ter recursos provisionados. Por isso, só aceitam participar da operação caso haja aval do Tesouro ou de bancos públicos, que, na prática, repassariam esse risco para o governo federal. Esse cenário permanece travado.

Na sexta-feira (7), o governo do Distrito Federal (GDF) afirmou que apresentará resultados parciais das contas de 2026 para convencer a União e os bancos a destravar a operação.

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Há um temor de que os recursos tratados neste momento não sejam suficientes para salvar o banco e de que a medida acabe sendo uma “gota d’água em uma chapa quente”.

De acordo com matéria do Estadão, os bancos gostariam de uma sinalização mais clara do governo federal na operação, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já proibiu o socorro direto do Tesouro Nacional e também tem evitado que grandes instituições financeiras públicas, entrem diretamente na operação.

Instituição não divulga balanço há um ano

O BRB não divulga balanço há mais de um ano, após ter comprado R$ 12,2 bilhões em créditos podres do Banco Master. A última demonstração divulgada pela instituição foi referente ao segundo trimestre de 2025, e, desde então, nenhum novo relatório contábil veio a público.

Extraoficialmente, o banco já estaria com patrimônio líquido negativo, o que poderia levar à sua liquidação pelo Banco Central. A operação via FGC tem como objetivo principal evitar esse desfecho.

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