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EXCLUSIVO: Maior medo dos brasileiros é a insegurança, mas confiança no rumo do país melhora, revela pesquisa Ipsos
Publicado 03/09/2026 • 22:08 | Atualizado há 32 minutos
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Publicado 03/09/2026 • 22:08 | Atualizado há 32 minutos
KEY POINTS
Foto: unsplash
Pesquisa Ipsos mostra alta na preocupação com crime, mas percepção de rumo certo sobe no país
A insegurança voltou a ganhar espaço entre as preocupações dos brasileiros em agosto. Levantamento mensal da Ipsos, divulgado pelo CEO da empresa no Brasil, Diego Pagura, mostra que o indicador de crime e violência chegou a 47%, alta de 4 pontos percentuais em relação a julho e de 5 pontos na comparação com agosto de 2025.
Ainda de acordo com o estudo, a ordem geral das preocupações permaneceu igual à do mês anterior. Porém, a intensidade de alguns temas específicos aumentou de forma perceptível ao longo de agosto.

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Além do crime e da violência, outros dois temas ligados à integridade das instituições também subiram no ranking nacional. A corrupção política e financeira apareceu em segundo lugar, com 38%, avanço de 2 pontos no mês e de 5 pontos em 12 meses.
Já a pobreza e a desigualdade social atingiram 35%, alta de 2 pontos ante julho e estabilidade na comparação anual. Em direção oposta, a saúde recuou para 33%, queda de 2 pontos no mês, e os impostos caíram para 28%, retração de 2 pontos no período.
Para Pagura, o movimento indica que, apesar de a hierarquia das preocupações permanecer estável, temas ligados à segurança, às instituições e às condições sociais tiveram maior intensidade ao longo do mês.
O avanço da insegurança ocorreu em um momento de forte repercussão de ações contra o crime organizado. Em agosto, a Polícia Federal apresentou os resultados da Operação Omnes, que resultou em 724 prisões de investigados ou condenados por homicídio e feminicídio entre maio e agosto.
No mesmo período, ações integradas de combate ao crime organizado somaram mais de 25 mil prisões e R$ 7,6 bilhões em prejuízos estimados às organizações criminosas nos primeiros 90 dias de atuação.
Casos recentes de linchamento de pessoas suspeitas de crimes, mas que eram inocentes, também chamaram atenção no mês. Episódios como esses acendem um alerta sobre o risco de a preocupação com a violência gerar, ela própria, tentativas equivocadas de justiça pelas próprias mãos.
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Siga o Times | CNBCA percepção sobre corrupção também encontrou eco em desdobramentos recentes de investigações. Em agosto, a segunda fase da Operação Sem Refino apurou suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro e sonegação ligadas à comercialização de combustíveis.
Entre os alvos da operação está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A combinação entre esse episódio e as ações contra o crime organizado ajuda a explicar por que segurança pública e integridade das instituições voltaram a pesar mais na percepção da população.
Mesmo com o avanço da insegurança e da corrupção, a avaliação sobre os rumos do Brasil teve leve melhora. A parcela de brasileiros que acredita que o país está na direção certa chegou a 40%, alta de 1 ponto percentual ante julho e de 2 pontos na comparação anual.
Por outro lado, a percepção de que o país está no caminho errado recuou para 60%. Ainda assim, o Brasil segue entre os países com avaliação mais negativa sobre o próprio rumo, atrás apenas de nações como Argentina e Estados Unidos entre os mercados das Américas.
No comparativo global, o quadro seguiu bastante estável. Crime e violência continuaram na liderança das preocupações mundiais, com 32%, no mesmo patamar de julho e de agosto de 2025.
Na sequência aparecem inflação, pobreza e desigualdade social e desemprego, todos com 29%, seguidos por corrupção política e financeira, com 27%. Inflação e corrupção recuaram 1 ponto no mês, enquanto os demais temas permaneceram estáveis.
Nos Estados Unidos, a inflação seguiu como principal preocupação, ainda que tenha recuado 3 pontos no mês, para 43%. Apenas 28% dos americanos acreditam que o país está na direção certa, queda de 3 pontos no mês e de 10 pontos em 12 meses, o pior resultado entre os mercados americanos avaliados.
Já na Argentina, o desemprego seguiu como principal preocupação, com 55%, ainda que tenha recuado 5 pontos no mês. A avaliação sobre o rumo do país também piorou, com apenas 39% considerando que a Argentina está na direção certa, queda de 5 pontos ante julho.
O Peru registrou o movimento mais expressivo do mês. A percepção de rumo certo saltou 21 pontos percentuais, tirando o país da última posição do ranking mundial e levando-o à liderança entre as nações das Américas, com 47%.
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