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Irã diz que futuro do Estreito de Ormuz após guerra será decidido em parceria com Omã
Publicado 01/04/2026 • 16:25 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 01/04/2026 • 16:25 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Estreito de Ormuz
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o futuro do Estreito de Ormuz será definido por Irã e Omã, ao indicar que a via marítima “está nas águas internas” dos dois países e que eventuais arranjos após a guerra “são uma questão relacionada ao Irã e a Omã”. Os comentários acontecem após reiteradas ameaças dos EUA nos últimos dias de tomada do Estreito de Ormuz, com Donald Trump chegando a chamar o local de “Estreito Trump”.
Em entrevista à Al Jazeera, Araghchi disse que o Estreito segue aberto, mas restrito a países em conflito com o Irã. “Durante a guerra, não podemos permitir a passagem daqueles que estão em guerra conosco”, declarou, acrescentando que embarcações de países considerados “amigos” têm obtido trânsito seguro mediante acordos.
O chanceler negou que haja negociações em curso com os Estados Unidos, afirmando que existe apenas troca de mensagens, inclusive por intermediários. “Neste momento, não há negociação entre nós”, disse. Segundo ele, propostas mencionadas pela imprensa, como um plano americano de 15 pontos, são apenas especulações e não foram formalmente respondidas.
Araghchi reiterou que Teerã não aceita cessar-fogo e condiciona qualquer diálogo ao fim completo do conflito na região, com garantias contra novos ataques e compensações. “Não há base para negociação”, afirmou. Ele também criticou prazos impostos por Washington: “Não aceitamos deadlines”.
O ministro acrescentou que o Irã está preparado para prolongar o confronto pelo tempo necessário e que continuará a atingir alvos americanos na região, negando ataques deliberados a países vizinhos.
Em paralelo, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que qualquer iniciativa sobre a navegação no Estreito de Ormuz deve se basear no consenso entre os países litorâneos. Segundo ela, transferir o controle a terceiros ou criar mecanismos supranacionais sem o consentimento de todos os Estados do Golfo “não contribuirá para a desescalada”.
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