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Juros voltam a superar 14% após mudança nas apostas para a Selic
Publicado 01/06/2026 • 19:20 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 01/06/2026 • 19:20 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Pixabay.
A combinação de expectativas inflacionárias mais elevadas, revisões para cima nas projeções da taxa Selic, alta do petróleo no mercado internacional e o aumento das incertezas geopolíticas impulsionou os juros futuros nesta segunda-feira. O movimento levou as taxas a renovarem máximas ao longo do pregão e a ultrapassarem o patamar de 14% em toda a curva, refletindo uma percepção de política monetária mais rígida por parte dos investidores.
Ao fim da sessão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 avançou para 14,205%, acima dos 14,083% registrados no fechamento anterior. O DI para janeiro de 2029 atingiu 14,06%, ante 13,841%, enquanto o vencimento de janeiro de 2031 chegou a 14,04%, superando os 13,884% da última sexta-feira.
No cenário externo, os preços do petróleo registraram forte recuperação após acumularem perdas na semana passada. A commodity foi sustentada pelo agravamento das tensões no Oriente Médio, incluindo a interrupção dos contatos entre Estados Unidos e Irã, novos ataques israelenses no Líbano e preocupações relacionadas à oferta global.
No Brasil, o Boletim Focus reforçou o ambiente de cautela ao mostrar nova piora nas expectativas para a inflação. As projeções para o IPCA de 2026 subiram de 5,04% para 5,09%, enquanto as estimativas para 2027 passaram de 4,01% para 4,02%. Para 2028, horizonte considerado relevante pelo Banco Central, a previsão avançou de 3,65% para 3,66%.
Segundo agentes do mercado, cresce a percepção de que o Banco Central deverá manter uma postura firme no combate à inflação, especialmente para evitar uma deterioração das expectativas de longo prazo. Esse cenário tem reduzido as apostas em cortes mais intensos da Selic nos próximos meses.
Durante encontro realizado nesta segunda-feira entre economistas e o diretor de Política Econômica do Banco Central, Paulo Picchetti, também foram debatidos os limites para um eventual ciclo de flexibilização monetária. Parte dos participantes avaliou que novas reduções de juros podem trazer questionamentos sobre a credibilidade da autoridade monetária.
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