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Lula confirma reunião com os Estados Unidos para discutir tarifaço sobre produtos brasileiros

Publicado 15/10/2025 • 18:25 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • Brasil e EUA se reúnem nesta quinta (16) para discutir o tarifaço sobre produtos brasileiros.
  • A nova rodada de negociações ocorre após conversa entre Lula e Trump no início do mês.
  • Café, frutas e carnes estão entre os principais produtos afetados pelas tarifas.

Reunião em Washington discute tarifaço de até 40% sobre exportações brasileiras aos EUA.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o Brasil e os Estados Unidos terão uma reunião nesta quinta-feira (16) para discutir a taxação extra imposta aos produtos brasileiros exportados para o mercado estadunidense. Este será o primeiro encontro entre representantes dos dois países desde a conversa entre Lula e o presidente Donald Trump, realizada no início deste mês.

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Durante um evento no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (15), Lula ironizou a relação entre os dois líderes. “Não pintou química, pintou uma indústria petroquímica”, brincou o presidente ao comentar a videoconferência feita com Trump na semana passada. A declaração faz referência à fala do estadunidense, que havia dito haver uma “excelente química” entre ambos durante o breve encontro nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em setembro.

Montagem
Percepção de melhora econômica cresce e reduz diferença entre aprovação e desaprovação.

Delegações se reúnem em Washington

Segundo Lula, a nova conversa terá caráter de negociação oficial. O presidente estadunidense designou o secretário de Estado Marco Rubio para conduzir o diálogo com o Brasil, enquanto o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi escolhido para chefiar a delegação brasileira em Washington.

Vieira desembarcou na capital dos Estados Unidos nesta terça-feira (14), onde cumpre agenda diplomática voltada à reversão das tarifas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo brasileiro pretende apresentar “os melhores argumentos econômicos possíveis” aos Estados Unidos, destacando que o tarifaço aumenta o custo de vida dos consumidores norte-americanos.

Haddad também lembrou que os EUA já possuem superávit comercial em relação ao Brasil e diversas oportunidades de investimento no país, especialmente nos setores de transformação ecológica, minerais críticos, energia limpa, eólica e solar.

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Setores mais afetados

Entre os produtos atingidos pelo tarifaço estão café, frutas e carnes. Ficaram de fora da lista inicial cerca de 700 itens, que representam 45% das exportações brasileiras aos EUA, incluindo suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis (com motores e componentes).

Posteriormente, outros produtos também foram isentos das tarifas adicionais, após negociações diplomáticas.

Relações bilaterais em foco

O encontro desta quinta-feira será crucial para redefinir o tom das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, em meio a um cenário global de tensões econômicas. A expectativa é que o governo brasileiro reforce a necessidade de cooperação e previsibilidade nas trocas comerciais, destacando o impacto das tarifas sobre cadeias produtivas integradas e o comércio bilateral.

A reunião também servirá como termômetro político para medir o grau de diálogo entre Lula e Trump — dois líderes com visões distintas sobre comércio internacional, mas conscientes da importância estratégica entre as duas maiores economias do continente americano.

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