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Lula propõe a Trump cooperação contra crime organizado e anuncia plano para o Brasil
Publicado 07/05/2026 • 18:58 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 07/05/2026 • 18:58 | Atualizado há 5 meses
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Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (7) que o governo brasileiro lançará, na próxima semana, um plano de combate ao crime organizado. A declaração foi dada durante entrevista coletiva na Embaixada do Brasil em Washington, D.C., após reunião com o presidente americano Donald Trump na Casa Branca.
“A partir da semana que vem, vamos lançar um plano de combate ao crime organizado que é para valer. Quem escapou até a semana que vem, tudo bem, mas quem não escapou não vai escapar mais”, disse Lula.
O tema foi um dos pontos tratados no encontro entre os dois presidentes. Segundo Lula, o Brasil propôs a criação de um grupo de trabalho internacional para enfrentar crimes transnacionais, com participação de países da América do Sul, da América Latina e, eventualmente, de outras regiões.
“Não é hegemonia de um país ou de outro querer combater o crime organizado. É uma coisa que tem que ser compartilhada com todos”, afirmou.
Lula disse que o Brasil tem experiência no combate ao tráfico de drogas e de armas, mas cobrou cooperação dos Estados Unidos sobre a origem de armamentos que chegam ao país e a lavagem de dinheiro em território americano.
“É importante saber que parte das armas que chegam no Brasil sai dos Estados Unidos. É importante também que tem lavagem de dinheiro que é feita em estados americanos”, disse.
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Uma das principais frentes do plano brasileiro será enfraquecer o poder econômico das organizações criminosas. Lula afirmou que facções passaram a atuar em diferentes setores da sociedade e, em alguns casos, ganharam estrutura semelhante à de empresas multinacionais.
“Nós precisamos destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções. Se a gente não destruir, eles hoje viraram, em alguns casos, empresas multinacionais”, afirmou.
Segundo o presidente, as organizações criminosas já estão presentes em várias áreas da vida econômica e institucional.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“Eles estão em vários países, eles estão no futebol, eles estão na política, estão no meio empresarial, estão em tudo quanto é lugar… No Poder Judiciário”, disse.
O presidente também relacionou o combate ao crime organizado à retomada de territórios controlados por facções nas cidades brasileiras.
“Nós temos que dizer para o povo brasileiro que o território de uma cidade, de um bairro, é do povo, não é de crime organizado, não é de facção criminosa”, afirmou.
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Questionado se houve discussão sobre a possibilidade de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, Lula disse que o tema não foi tratado com Trump.
“Não discutimos facção criminosa e terrorismo com o presidente Trump”, afirmou.
O presidente afirmou ainda que entregou a Trump, por escrito e em inglês, as propostas brasileiras discutidas durante a reunião. Segundo Lula, a intenção foi deixar claro ao governo americano quais são as prioridades do Brasil na agenda bilateral.
Lula também citou a criação de uma base em Manaus voltada ao combate ao crime organizado, ao tráfico de armas e ao tráfico de drogas na fronteira brasileira. Segundo ele, a estrutura conta com participação de delegados de polícia de países da América do Sul, e os Estados Unidos foram convidados a participar da iniciativa.
“Se os Estados Unidos quiserem compartilhar e participar conosco, estarão convidados”, afirmou.
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