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Medidas do governo para reduzir preços de alimentos: o que esperar?
Publicado 07/03/2025 • 09:58 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 07/03/2025 • 09:58 | Atualizado há 2 anos
KEY POINTS
Valter Campanato/Agência Brasil
Foram anunciadas pelo governo brasileiro medidas para tentar reduzir o preço dos alimentos. Produtos como carne, massas, café, entre outros, terão alíquotas zero.
Em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, nesta sexta-feira (7), Marcello Brito, ex-presidente da ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio), comentou sobre o anúncio do Planalto para baratear o preço dos alimentos.
Para Brito, se alguns dos produtos citados tiverem efeito, será uma grande surpresa. Carne, açúcar e café têm menor chance de serem impactados, pois o Brasil é o maior exportador desses produtos e não teria como trazê-los de outros lugares a curto ou médio prazo.
“O óleo de girassol é mais caro que o de soja e, mesmo com a redução de tarifa, vai continuar caro. O efeito será mais pela sinalização do que pela entrada de produtos.”
Para o milho, isso pode acontecer no Nordeste, se houver boa logística, pois navios não ficam parados esperando decisões do governo. A compra de commodities é programada no mercado futuro, com antecipação. Então, pode haver efeito, mas devemos analisar questões de mercado, como o óleo de palma, que foi reduzido. Se o Brasil fechar a importação de óleo de palma hoje, o produto só chegaria daqui a 3 meses. O problema é a demanda, não a oferta, ainda mais com setores pressionando, como o de serviços e educação.
“Isso é mais uma jogada de comunicação do que qualquer outra coisa”, acrescentou.
Brito acredita que o alívio virá nos preços dos grãos com a entrada da soja, reduzindo o preço do farelo e influenciando os preços das proteínas para a alimentação básica.
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Siga o Times | CNBCEle não entende o motivo de zerar a importação de azeite de oliva, sendo um produto de luxo e não faz sentido incluir na cesta básica. “Isso mostra um grande erro de comunicação em cima da decisão.”
Entre as soluções que poderiam ser tomadas para diminuir a inflação a curto prazo, Brito entende que:
“Além de produtos com questões climáticas, como o café, o aumento de outros produtos tem grande influência do câmbio, que teve um pico alto devido à desestruturação da economia brasileira. Economistas pedem uma reestruturação dos gastos públicos e do modelo econômico do Brasil, mas nada foi feito ou foi feito fora de tempo. Estamos vendo a inflação dos alimentos na ponta, mas, quando olhamos a inflação dos insumos e de quem produz o alimento, ela é ainda mais alta, e essa inflação é repassada ao longo da cadeia.”
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