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Mensagens sobre repasses mensais reforçam suspeitas contra Ciro Nogueira em operação da PF
Publicado 07/05/2026 • 22:22 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 07/05/2026 • 22:22 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
As conversas apreendidas pela Polícia Federal envolvendo supostos pagamentos mensais ligados ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) reforçam as suspeitas de corrupção e favorecimento investigadas na nova fase da Operação Compliance Zero, segundo avaliação do advogado criminalista Eduardo Maurício, doutor em Direito Penal e mestre em Ciências Jurídico-Criminais.
Ao analisar trechos de mensagens citadas em despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, o especialista afirmou que os diálogos revelam indícios relevantes de irregularidades financeiras envolvendo investigados ligados ao Banco Master. “Esse trecho traz indícios de pagamentos indevidos, favorecimento pessoal, organização criminosa e corrupção”, afirmou em entrevista ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta quinta-feira (7).
Segundo ele, o conteúdo das mensagens foi determinante para sustentar a autorização judicial dos mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quinta-feira. “O ministro autorizou essa busca e apreensão justamente para verificar outros elementos que possam corroborar isso e indicar quem mais estaria envolvido”, destacou.
Em outro trecho analisado durante a entrevista, mensagens atribuídas a investigados mencionam pagamentos de R$ 300 mil e R$ 500 mil ligados ao senador. Para Eduardo Maurício, os diálogos fortalecem as suspeitas levantadas pela investigação. “A leitura que se faz é que, de fato, são pagamentos indevidos”, observou.
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Apesar disso, o advogado ressaltou que a responsabilidade criminal ainda depende da produção de provas ao longo da investigação e de eventual processo judicial. “Cabe à defesa trazer elementos que justifiquem e comprovem que isso não era pagamento indevido ou ilícito”, pontuou.
Na avaliação do especialista, a ofensiva da Polícia Federal tem como principal objetivo ampliar o conjunto probatório para confirmar ou descartar os indícios já identificados pelos investigadores. “Foi deferida uma expedição de mandado de busca e apreensão para justamente apreender telefones e documentos e verificar se os indícios vão ser confirmados”, explicou.
Segundo ele, a operação ainda não representa uma acusação formal contra o senador. “Hoje ele é investigado e a busca e apreensão serve para conseguir mais elementos que possam embasar uma futura denúncia”, ressaltou.
A Polícia Federal apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro nacional. A investigação envolve pessoas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Eduardo Maurício destacou que, por ocupar uma cadeira no Senado, Ciro Nogueira possui garantias legais específicas relacionadas à adoção de medidas cautelares e prisão preventiva. “A questão da prisão preventiva para senador segue uma disposição legal diferente de uma pessoa sem foro privilegiado”, lembrou.
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Ainda assim, o advogado afirmou que outras medidas cautelares poderiam eventualmente ser aplicadas pela Justiça. “Podem ser aplicadas medidas cautelares como, por exemplo, afastamento do cargo público”, disse.
Segundo ele, um eventual afastamento definitivo das funções parlamentares dependeria de votação no plenário do Senado.
O advogado também comentou as negociações envolvendo uma possível colaboração premiada de Daniel Vorcaro. Segundo ele, a eficácia da delação dependerá da apresentação de provas novas e concretas. “A colaboração premiada depende sempre da eficácia e da entrega de elementos novos acompanhados de provas”, afirmou.
Na avaliação dele, uma eventual delação pode incluir diferentes fatos e personagens ligados às investigações em andamento. “A colaboração premiada de Daniel Vorcaro deve ter vários anexos com várias pessoas e situações que podem ser envolvidas”, concluiu.
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