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Minerais críticos: Brasil e França criam canal para atrair investimentos e agregar valor, diz presidente da CCIFB-MG Alessandra Sampaio
Publicado 27/08/2026 • 15:38 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 27/08/2026 • 15:38 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Brasil e França estão estruturando um canal permanente para aproximar empresas, universidades e centros de pesquisa em torno dos minerais críticos, com foco em investimentos, tecnologia e desenvolvimento de negócios de maior valor agregado, afirmou Alessandra Sampaio, presidente da Câmara de Comércio França-Brasil em Minas Gerais.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Alessandra disse que a nova comissão foi lançada nesta semana durante a Exposibram e pretende reunir os ecossistemas empresarial e tecnológico dos dois países.
“É uma comissão da Câmara de Comércio e Indústria França-Brasil, uma iniciativa da regional de Minas. Vai ser uma mesa realmente para conversar, trazer empresas do ecossistema francês, do ecossistema brasileiro para se unir e trabalhar em cima de negócios da mineração”, afirmou.
Segundo ela, a iniciativa nasce em um momento de maior interesse global por minerais considerados estratégicos para setores como energia, tecnologia e transição energética.
Leia também: Minerais críticos podem atrair capital, mas Brasil precisa dar segurança ao investidor
Alessandra afirmou que cerca de 1.300 empresas francesas estão estabelecidas no Brasil, em áreas que vão de infraestrutura e energia a extração mineral, educação e tecnologia.
“São cerca de 1.300 empresas francesas estabelecidas no Brasil e de diversos segmentos”, disse.
A proposta da comissão é conectar essas companhias a empresas e instituições brasileiras para desenvolver projetos conjuntos.
Segundo a executiva, as parcerias podem envolver prestação de serviços, fornecimento de equipamentos, pesquisa e desenvolvimento de projetos de mineração.
“São todos os segmentos capazes de, juntos, trabalharem em parceria, seja como prestador de serviço, seja como fornecedor de equipamento, seja pensando em pesquisas, pensando em projetos”, afirmou.
Um dos focos da iniciativa é ampliar o valor agregado gerado no Brasil a partir dos minerais extraídos no país.
Alessandra afirmou que o tema esteve entre os principais pontos discutidos no lançamento da comissão.
Segundo ela, representantes franceses e do governo de Minas Gerais defenderam uma atuação que vá além da simples extração mineral.
“A gente teve a presença também da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais, que pontuou muito bem essa questão de agregar mais valor a isso, a não ser só uma extração de mineral, mas ampliar o nosso escopo de atuação dentro do domínio da mineração”, disse.
A estratégia passa por integrar conhecimento técnico, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e capacidade industrial dos dois países.
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Siga o Times | CNBCAlessandra afirmou que o ecossistema reunido pela comissão tem capacidade para atuar desde a identificação de reservas até etapas mais avançadas da cadeia.
“A gente verifica que consegue atuar de A a Z, inclusive na descoberta de novas reservas, na exploração disso, de pesquisas, de projetos”, afirmou.
A comissão também firmou, segundo ela, um memorando de apoio e trabalho conjunto com a Fundação Gorceix.
Para a presidente da Câmara de Comércio França-Brasil em Minas Gerais, a combinação entre universidades, centros de pesquisa, empresas e conhecimento técnico pode ampliar a capacidade brasileira de desenvolver produtos e tecnologias a partir desses minerais.
“É uma união de forças para a gente conseguir explorar e aumentar a nossa capacidade, aumentar o valor agregado dentro dessas cadeias”, disse.
Alessandra destacou que a França pode contribuir principalmente com conhecimento técnico, formação profissional e tecnologia, enquanto Minas Gerais reúne uma cadeia mineral já consolidada e centros de pesquisa especializados.
“Trazer realmente o que tem de melhor na França do ponto de vista de conhecimento técnico, educação e de profissionais, com o que a gente tem aqui de melhor também em Minas”, afirmou.
Segundo ela, o objetivo é conectar esses polos para apoiar empresas na expansão das atividades ligadas aos minerais críticos.
“A gente vai juntar esses dois polos para conseguir realmente apoiar as indústrias e fazer essa virada que a gente precisa fazer”, disse.
Leia também: Alcolumbre: política de minerais críticos estará pautada na semana que vem
A iniciativa ainda está em estágio inicial.
Alessandra afirmou que, após o lançamento, a comissão começa agora a mapear oportunidades e estruturar os primeiros projetos.
“A gente está numa fase de início dos trabalhos da comissão e agora começa realmente nas investidas de explorar essas oportunidades”, afirmou.
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