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Ministra Esther Dweck descarta aporte da União nos Correios em 2026
Publicado 17/03/2026 • 20:05 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 17/03/2026 • 20:05 | Atualizado há 7 meses
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Divulgação
Correios
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou nesta terça-feira, 17, que não deve haver aporte da União nos Correios em 2026 apesar do pedido da companhia, mas que esse movimento pode ser feito em 2027. Segundo ela, a estatal estuda uma nova rodada de empréstimo para esse ano e comemorou que o plano de reestruturação está apresentando resultados positivos.
“Em relação ao aporte, isso estava previsto inclusive no contrato que foi assinado com os bancos, tinha a previsão de aporte da União. Então, os Correios tinham que pedir mesmo, só que no próprio contrato que foi assinado dizia que podia ser 2026 ou 2027, até 2027. Então, isso está sendo estudado. Provavelmente, o aporte esse ano não deve acontecer, pode acontecer até 2027, mas eles estão vendo, eventualmente, algum complemento de empréstimo”, afirmou ela.
O Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) havia mostrado que a estatal pediu à União o aporte. Mesmo em um caso de negativa, entretanto, a avaliação é de que os resultados do plano de recuperação financeira da empresa viabilizam a obtenção desses recursos no mercado.
Originalmente, a estatal previa a necessidade de obter R$ 20 bilhões para financiar sua reestruturação. No fim do ano passado, os Correios conseguiram um empréstimo de R$ 12 bilhões com um consórcio de bancos, em uma operação de crédito com garantia da União. Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou o Tesouro a garantir novas operações de até R$ 8 bilhões.
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Correios renegociaram quase toda a dívida com fornecedores, com economia de R$ 321 milhões
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Siga o Times | CNBCSegundo fontes que acompanham o tema de perto, o reforço de caixa obtido até agora por meio das medidas de recuperação financeira da empresa indica que pode haver alguma folga para parcelar a captação desses R$ 8 bilhões, que não teria de acontecer integralmente em 2026. A decisão sobre o montante a ser captado este ano vai ser tomada pelo Conselho de Administração da estatal.
Como mostrou a Broadcast, os Correios renegociaram 98,2% das suas dívidas até a última sexta-feira, 13, em um processo que resultou na economia de R$ 321 milhões. A companhia ainda conseguiu parcelar o pagamento de R$ 1 bilhão em tributos e R$ 700 milhões em precatórios, o que criou espaço no seu fluxo de caixa. A estatal ainda planeja turbinar as receitas com leilões de imóveis este ano.
A ministra comemorou os bons resultados do plano de reestruturação da estatal, com receitas acima do esperado. Segundo ela, o acompanhamento é feito mais que mensalmente por ela e por outros ministros do governo.
“A gente está muito feliz que realmente a proposta de restauração está sendo seguida com resultados positivos, inclusive com a receita superando positivamente a expectativa, que seria padrão, está dentro da curva mais positiva. Então, a gente está muito confiante de que isso é um processo gradual que vai permitir o Correio sair da situação financeira que ele estava no ano passado”, completou ela.
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